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segunda-feira, 1 de agosto de 2011


    Pró-Equidade de Gênero e Raça - 4ª Edição.

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    1 - Apresentação: 
    • O Programa Pró-equidade de Gênero e Raça objetiva promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas e instituições por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional.

    • As empresas e organizações públicas e privadas desenvolvem o programa durante 12 meses (execução do Plano de Ação). Para receberem o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça é preciso que obtenham o mínimo de 70% de execução das ações pactuadas e qualitativamente obter um desempenho satisfatório ou muito satisfatório.

    • O Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça representa o reconhecimento do trabalho feito pelas organizações no desenvolvimento cotidiano de novas concepções de gestão de pessoas e cultura organizacional para alcançarem a equidade entre homens e mulheres no mundo do trabalho, eliminando todas as formas de discriminação, evidenciando publicamente o compromisso da organização com a equidade de gênero e etnicorracial na promoção da cidadania e a difusão de práticas exemplares no mundo do trabalho para a efetivação da equidade.

    • O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é uma iniciativa do Governo Federal, que, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República – SPM/PR e do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, reafirma os compromissos de promoção da igualdade entre mulheres e homens inscrita na Constituição Federal de 1988, conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e da Organização Internacional do Trabalho – (OIT - Escritório Brasil). 
     


    2 - Documentos para adesão e participação no programa 
    2 -  Edital
    4 -  Termo de Adesão 

    3 - Boletim Pró-Equidade de Gênero e Raça

    http://www.sepm.gov.br/subsecretaria-de-articulacao-institucional-e-acoes-tematicas/pro-equidade


     
     Banco de imagens  - Veja imagens das muitas ações e eventos da Secretaria de Políticas para as Mulheres:

    http://www.sepm.gov.br/noticias/pronunciamentos/banco_imagem


    Contribuição do amigo #MSUL.Warllon De Souza Barcellos  para o GrupoMSul04 "Performance Negra"

    A FORÇA DA MULHER

    http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=179155
    Formatacão  por: Irene cristina dos Santos costa

    Preconceito e discriminação. Tais palavras refletem com precisão algumas condutas, palavras e preceitos, dirigidos e relacionados com a participação da mulher na sua vida em família e em sociedade no Antigo Testamento. A mulher é forte. A prova disto encontra-se nos registros bíblicos, que nos revela a força com que superou as adversidades e a opressão de uma sociedade patriarcal e machista.





    FORÇA PARA VENCER OS PRECONCEITOS
    No Pentateuco (Gênesis a Deuteronômio), as mulheres são quase sempre identificadas por meio dos homens que são seus pais, maridos, filhos, etc.
    - Sara, Mulher de Abraão (Gn 16)
    - Rebeca, a esposa de Isaac (Gn 25)
    - Tamar, a nora de Judá (Gn 38)
    - Asenate, filha de potífera e mulher de José (Gn 41)
    - Zípora, filha de Jetro, mulher de Moisés, mãe de Gérson (Ex 2)
    - Eliseba, filha de Aminadabe, mulher de Arão(Ex 6)
    - Miriam, irmã de Arão (Ex 15)
    - Joquebede, a mãe de Moisés (Nm 26)
    Nos Livros Históricos (Josué a Ester), além de continuarem sendo identificadas pelos homens, a quem estão ligadas, elas tornam-se anônimas;
    - A concumbina anônima de Gedeão (Jz 8) - A filha anônima de Jefté (Jz 11)
    - A esposa anônima de Manuá (Jz 13 - 14)
    - A esposa anônima de Sansão (Jz 14)
    - A mãe anônima de Mica (Jz 17)
    - A esposa anônima de Finéias (1Sm 4)
    - A serva anônima que salvou Davi (2Sm17)
    - A esposa anônima de Jeroboão (IRs 14)
    - A viuva anônima de Serepta (1Rs 17)
    - A sunamita anônima (2Rs 4)
    - A empregada anônima e a esposa anônima de Naamã (2Rs 5)
    O valor de uma mulher era geralmente associado a sua capacidade de gerar filhos. Quando isto não acontecia, eram rejeitadas pela sociedade (2Sm 6.23, etc.).
    As mulheres só podiam ter um marido (1Sm 25.44), enquanto um homem podia normalmente possuir muitas mulheres (Gn 16; 25; 29; Jz 8.30; 2Sm 1.2; 1Sm 18.27;25.42-43; 2Sm5.13; 1Rs 3.1; 11.3).
    As mulheres eram consideradas propriedades dos homens (Nm 31.9; Dt 21.11-13; 1Sm 14.49-50; 2 Sm 3.2-5; 1 Rs 4.11-15; 2Rs 12.2).
    A Mulher não podia decidir com quem se casaria. A decisão era tomada pelos homens interessados (Jz 14.20; I Sm 25.44; 2Sm 3.15-16).
    As mulheres eram as maiores vítimas da violência sexual (Gn 34.1-2; Jz 19; 2 Sm13).
    Uma filha poderia ser vendida como escrava (Ex 21.7).
    O pedido de divórcio era exclusividade dos homens (Dt 24.1-4), que segundo as escolas dos Rabinos Akkiba e Hillel, poderia pedi-lo por qualquer motivo, banal que fosse.
    No caso de uma mulher ser estéril, poderia ceder uma escrava para dar filhos ao seu marido (Gn 16.1, 2). No caso de um marido estéril, o mesmo não acontecia.
    As mulheres só herdavam propriedades e bens dos maridos ou pais, na ausência de um herdeiro masculino (Nm 27.7-8).
    O voto de uma moça ou de uma mulher casada não tem validade, a não ser pelo consentimento do pai ou do marido, que podem também anulá-lo (Nm 30.4-17).
    A mulher viúva, visto que não se encontrava ligada a qualquer homem, era marginalizada pela sociedade (Sl 109.9). Seus filhos, apesar de terem mãe, eram considerados órfãos (Jó 24.9).
    As mulheres não comiam com os homens, mas ficavam em pé servindo-os à mesa.
    Era impróprio para um israelita falar com uma mulher na rua (Jo 4.27).
    No século II d.C., o Rabi Meir criou a seguinte oração “te agradeço ó Senhor, por não ter-me feito um gentio, um escravo, ou uma mulher”.

    FORÇA PARA INTERFERIR NA HISTÓRIA BÍBLICA DE MANEIRA DECISIVA
    Os preconceitos oriundos de uma cultura exclusivamente patriarcal e por vezes machista, não foram suficientemente capazes de ofuscar as brilhantes intervenções de mulheres, que protagonizaram vários momentos da história do povo de Deus;
    - Sifrá e Puá, as parteiras corajosas (Ex 1.15-17)
    - Joquebede, fé e objetivos claros (Ex 2.1-10)
    - Raabe, decisão firme e certa (Js 2)
    - Mical, livrando Davi da morte (1Sm 19.11-12)
    - Ester, beleza, inteligência e prudência a serviço do seu povo (Livro de Ester)
    - Ana, confiança e perseverança na oração (I Sm 1.10-18)

    FORÇA PARA FAZER A OBRA DE DEUS
    As mulheres foram, e continuam sendo usadas por Deus na realização das mais diversas atividades;
    · Profetisas
    - Miriam (Ex 15.20)
    - Débora (Jz 4.4)
    - Hulda(2Rs 22.14)
    · Musicista
    - Miriam (Ex 15.20)
    · Líder Nacional
    - Débora (Jz 4.4-9)
    · Intercessoras
    - Ana (1Sm 1.27) e Ana (Lc 2.36-37)

    FORÇA NO DESEMPENHO DE SUAS TAREFAS COTIDIANAS
    O termo “mulher virtuosa” de Provérbios 31.10ss, poderia ser traduzido por “mulher de força”, do hebraico esheth hail, conforme também Pv 12.4 e Rt 3.11.
    Essa força é claramente notada, pela maneira como ela cuida;
    - Dos negócios (Pv 36.13-19, 24)
    - Da sua casa (Pv 36.15; 27)
    - Dos seus filhos (Pv 36.21, 28)
    - Do seu marido (Pv 36.11-12, 23)
    - De si mesma (Pv 36.22, 25, 26)
    Por fim, pegando emprestado o texto de Esdras 10.4c, fazemos a seguinte exortação: Mulher de Deus; “…Sê forte e age!”


                                               http://www.youtube.com/watch?v=KjCUnw2DTh0


    BIBLIOGRAFIA

    LAFFEY, Alice L. Introdução ao Antigo Testamento Perspectiva Feminista. São Paulo: Paulus, 1994.
    ROPS, Henri Daniel. A Vida Diária nos Tempos de Jesus. São Paulo: Vida Nova, 1986.
    SELTZER, Robert M. Conhecimento Judaico. Rio de Janeiro: Séfer, 1990.
    VIEIRA, Antonieta Rosa. O Trabalho da Mulher Na Igreja. Rio de Janeiro,: Jeová Nissi,1999.
    VAUX, Roland de. Intituições de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Teológica, 2003.
    http://artigos.gospelprime.com.br/a-forca-da-mulher

    Nós do GrupoMSul04 "Performance Negra", destacamos ainda a for de ser mulher, no sentido pleno da feminilidade que a natureza lhe confere, capacidade e garra feminista.no papel de filha, esposa, mãe, irmã, amiga, profissional, poítica, mulher...
    Por Irene Cristina dos Santos costa, GrupoMSul04 "Performance Negra"

    domingo, 31 de julho de 2011

    NA PEGADA!
      10 mulheres negras de destaque
    Políticas, modelos, jornalistas, artistas... Seja qual for a profissão, elas influenciaram a sociedade por suas atitudes ou pioneirismo

    POR ANDRÉ REZENDE

    ISABEL FILLARDIS
    Ela é referência no quesito trabalho social, ajudando portadores de cuidados especiais através da campanha A Força do Bem (ela mesma é mãe de uma criança especial). Além disso, de sua preocupação com o meio ambiente nasceu a ONG Doe Seu Lixo, que auxilia na coleta seletiva revertendo lixo em fundos para as questões socioambientais.

    FOTO DIVULGAÇÃO/REPRODUÇÃO
    CHIQUINHA GONZAGA
    A compositora marcou época por sua postura forte diante de uma sociedade machista e preconceituosa. Chiquinha foi a primeira pianista de choro brasileira e autora da primeira marchinha carnavalesca (Ô Abre Alas, de 1899). Quer mais? Foi também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

    EMANUELA DE PAULA
    Seguindo os passos da inglesa Naomi Campbell, a jovem de 19 anos já é uma estrela nas passarelas do mundo inteiro. Descoberta no Shopping Recife Fashion, a pernambucana logo chamou a atenção pelos traços, cor e medidas perfeitas. É uma das "angels" da famosa grife de lingerie Victoria's Secret e cobiçada pelos principais estilistas do mundo.

    RUTH DE SOUZA
    Na década de 40, foi co-fundadora do Teatro Experimental do Negro (TEN) - uma nova forma de dramaturgia que ajudou na valorização e no descobrimento de muitos artistas negros. Aos 87 anos, Ruth tem vasta experiência na TV, cinema e teatro e é considerada uma das grandes damas da dramaturgia brasileira.
    BENEDITA DA SILVA
    Carioca, de 62 anos, ativista do movimento negro e feminista entrou para a história da política nacional como a primeira senadora negra do Brasil. É dela o projeto de lei da licença maternidade de 120 dias. Um símbolo da ascensão dos negros e mulheres na política brasileira.

    ELISA LUCINDA
    Atriz de TV, cinema e teatro, cantora, jornalista e escritora. Mas o que destaca essa versátil capixaba de 51 anos são os versos recheados de sensações do cotidiano. Elisa é considerada uma das mais talentosas poetisas brasileiras da atualidade. Promove saraus e criou a Associação de Estudo de Declamação.




    ZEZÉ MOTTA
    Estreou em 1967 na peça Roda Viva e ganhou fama internacional interpretando a escrava Xica da Silva no filme de mesmo nome, em 1976. Atriz, cantora e militante, foi uma das fundadoras do Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro (CIDAN), em 1984, como objetivo de abrir espaço para outros negros talentosos.

    FOTO MICHEL ÂNGELO/ RECORD
    LÉA GARCIA
    Uma das "crias" do Teatro Experimental do Negro, a experiente atriz foi estrela do filme Orfeu do Carnaval, ganhador da Palma de Ouro em Cannes e Oscar de melhor filme estrangeiro em 1958. Por sua atuação, ficou em segundo lugar na disputa de melhor atriz no badalado festival francês.

    TAÍS ARAÚJO
    Atriz, jornalista e muito talentosa, quebrou barreiras com apenas 17 anos ao ser a primeira atriz negra a protagonizar uma novela brasileira, Xica da Silva, em 1996, na TV Manchete. Em 2004, ganhou novamente o papel principal em Da Cor do Pecado, na Globo, fato até então inédito na emissora carioca.

    GLORIA MARIA
    Não foi a primeira, mas, sem dúvida,é a mais importante e respeitada jornalista da TV brasileira até o momento. Sua fama extrapolou os limites da profissão - com muitas reportagens especiais e viagens exóticas à frente dos mais importantes telejornais da Globo -, e hoje tem status de celebridade.


    Por GrupoMSul04 "Performance Negra"

    ABDIAS NASCIMENTO - HOMENAGENS PÓSTUMAS AO GRANDE LÍDER DO MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL

    Movimento negro perde Abdias Nascimento

    Morreu na manhã de terça-feira  do dia24 de maio de 2011, no Rio de Janeiro, Abdias Nascimento, grande ativista na luta contra o racismo e as desigualdades raciais no Brasil e no mundo. O paulista que nasceu na Franca, em 1914, cresceu em uma família pobre, porém muito organizada e carinhosa. Formou-se em contabilidade pelo Atheneu Francano, em 1929.

    Com 15 anos, alista-se no exército e vai morar na capital São Paulo. Na década dos 1930, engaja-se na Frente Negra Brasileira e luta contra a segregação racial em estabelecimentos comerciais da cidade. Prossegue na luta contra o racismo, organizando o Congresso Afro-Campineiro em 1938. Funda em 1944, o Teatro Experimental do Negro (TEM), entidade que patrocina a Convenção Nacional do Negro em 1945-46.A Convenção propõe à Assembléia Nacional Constituinte de 1946 a inclusão de políticas públicas para a população afrodescendente e um dispositivo constitucional definindo a discriminação racial como crime de lesa-pátria. À frente do TEN, Abdias organiza o 1º Congresso do Negro Brasileiro em 1950. Militante do antigo PTB, após o golpe de 1964, participa desde o exílio na formação do PDT. Já no Brasil, lidera em 1981, a criação da Secretaria do Movimento Negro do PDT. Na qualidade de primeiro deputado federal afrobrasileiro a dedicar seu mandato à luta contra o racismo (1983-87), apresenta projetos de lei definindo o racismo como crime e criando mecanismos de ação compensatória para construir a verdadeira igualdade para os negros na sociedade brasileira. Como senador da República (1991, 1996-99), continua essa linha de atuação.O Governador Leonel Brizola o nomeia Secretário de Defesa e Promoção das Populações Afrobrasileiras do Estado do Rio de Janeiro (1991-94). Mais tarde, é nomeado primeiro titular da Secretaria Estadual de Cidadania e Direitos Humanos (1999-2000). 
    No dia 10 de maio, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro lançou a 1ª edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento, que marca atividades relativas ao Ano Internacional dos Afrodescendentes, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O prêmio visa estimular, anualmente, a cobertura jornalística qualificada sobre temas relacionados à população negra.

    À frente do TEN, Abdias organiza o 1º Congresso do Negro Brasileiro em 1950. Militante do antigo PTB, após o golpe de 1964, participa desde o exílio na formação do PDT. Já no Brasil, lidera em 1981, a criação da Secretaria do Movimento Negro do PDT. 

           
    Unegro lamenta morte do “mestre” 
    Abdias do Nascimento

    A Unegro (União de Negros Pela Igualdade) lamentou, em nota pública, a morte do líder negro Abdias Nascimento, a quem qualificou como “mestre” e um dos “maiores brasileiros de nossa história”. Abdias faleceu na manhã desta terça-feira (24), aos 97 anos, no Rio de Janeiro.
    Segundo a nota da Unegro, Abdias foi um “incansável militante do movimento negro”, que “dedicou sua vida no combate ao racismo, com seriedade, coragem e retidão”. Uma de seus principais legados foi ter valorizado “a contribuição civilizatória de matriz africana na construção da nação brasileira, até então sufocada pelos resquícios do racismo científico”. 

    NOTA DE FALECIMENTO DE ABDIAS NASCIMENTO     

    Rio de Janeiro, 24/05/2011 ‘        

    A União de Negros Pela Igualdade - UNEGRO manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do incansável militante do movimento negro ABDIAS NASCIMENTO. Dedicou sua vida no combate ao racismo, com seriedade, coragem e retidão.

    Abdias do Nascimento dá início à nova abordagem na trajetória de luta da população negra brasileira, incorporando a denúncia do mito da democracia racial, dando importância à solidariedade internacional entre os negros da diáspora e do continente mãe, resgatando e valorizando a contribuição civilizatória de matriz africana na construção da nação brasileira, até então sufocada pelos resquícios do racismo científico.     
    Consideramos que o mestre Abdias do Nascimento está entre os maiores brasileiros de nossa história. Incansável e abnegado lutador, merecedor da reverência de todo o povo brasileiro. Hoje está junto aos nossos ancestrais nos orientando na luta e na vitória.
    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=154908&id_secao=8        
     

    Presidente Dilma lamenta morte do baluarte negro Abdias Nascimento

    A presidente Dilma Rousseff divulgou nota de pesar pela morte do ativista do movimento negro Abdias Nascimento.

    Nota pela falecimento de Abdias nascimento 
    "O Brasil perdeu hoje um dos seus maiores líderes no combate à discriminação racial. O escritor, jornalista e parlamentar Abdias Nascimento foi, ao longo de toda a vida, um influente defensor dos direitos dos afrodescendentes e promotor da causa da igualdade racial. Sua atuação incansável contribuiu para a definição de importantes marcos institucionais na luta contra o racismo no Brasil e para a consolidação de políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade. Ao lamentar sua perda, transmito à família de Abdias Nascimento meu sentimento de sincera solidariedade. Estou segura de que seu legado continuará a inspirar a todos nós, brasileiros, a perseverar no caminho da igualdade e da justiça."    

    Presidente Dilma Rousseff

    TV Vermelho homenageia um dos maiores defensores da cultura das populações afrodescendentes no Brasil com o vídeo A Construção da Igualdade, que traz depoimentos de acadêmicos, escritores, artistas sobre ações do movimento negro:



    Fonte: da redação, com agências
    http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=154940&id_secao=29


    Olívia Santana:  o legado do quilombola Abdias do Nascimento

    Em nota divulgada nesta quarta-feira (25), a coordenadora Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, Olívia Santana, homenageia o ativista político Abdias do Nascimento. 

    Segundo a coordenadora Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, Abdias foi um “um homem absolutamente indignado com o racismo e comprometido com as causas libertárias do povo”. Olívia afirma que o legado de Abdias “manterá vivo e forte os esforços de construção de um país sem discriminação”.
    Nota de pesar

    O Brasil, especialmente a população negra brasileira, acaba de perder Abdias do Nascimento, líder político, ex-senador da República, intelectual, escritor, um homem absolutamente indignado com o racismo e comprometido com as causas libertárias do povo. Um militante destacado da luta internacional contra as desigualdades enfrentadas por negros na África e na diáspora.

    Nesse sentido, nos solidarizamos com familiares e amigos na certeza de que o legado do quilombola Abdias manterá vivo e forte os esforços de construção de um país sem discriminação, mais desenvolvido e capaz de promover a distribuição de renda para todo o povo.    
     
    Atenciosamente,
    Olívia Santana, coordenadora Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB
     Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=154956&id_secao=8



    Falar de movimentos sociais etnicorraciais no Brasil, é falar de Abdias Nascimento, que foi incansável lutador pelas causas do negro  e afro descendentes, no combate contra o racismo.
    Sua morte foi uma perda para os movimentos sociais negros, porém, suas idéias e ações ficam para sempre no panorama das conquistas e aspirações da negritude no país.
    Por: PGrupoMSul04 "Performance Negra"


    sábado, 30 de julho de 2011

    MULHERES CAPIXABA QUE FAZEM ARTE

    AFESL
     ACADEMIA FEMININA ESPIRITO-SANTENSE DE LETRAS
    Fundada a 18.07.1949 - Reorganizada a 29.10.1992

    A AFESL foi criada a 18 de Julho de 1949, sob patrocínio da Academia Espírito-santense de Letras, e contou com 12 acadêmicas, inicialmente. Atuou em vários eventos intectuais durante a longa gestão de Annette de Castro Mattos. Apesar disso, apresentou vários períodos de recesso e completa inatividade. Nesse seu período inicial, a AFEL teve dois casos de censura, sendo impedidas de ser acadêmicas as escritoras Haydée Nicolussi e Carmélia Maria de Souza. Essa injustiça foi reparada, ao se efetuar a reorganização da AFEL, em 1992, quando as duas escritoras tornaram-se Patronas das cadeiras nº 6 e nº 30, respectivamente. Após a sua reorganização, a AFEL vem tendo atividade mais constante, sempre participando de eventos culturais no estado.

    ALGUMAS FUNDADORAS

    Anna (Annette) de Castro Mattos
    Arlette da Silva Cypreste e Cypreste
    Doralice de Oliveira Neves
    Hilda Pessoa Prado
    Ida Vervloet Finamore
    Judith Leão Castello Ribeiro
    Maria José Albuquerque de Oliveira
    Maria Stella de Novaes
    Sylvia Meirelles da Silva Santos
    Virginia Gasparini Tamanini
    Yamara Vellozo Soneghet Melchiors
    Zeny Santos

    Notas

    Patronas e Acadêmicas

    Com trabalho de pesquisa efetuado pelas Acadêmicas Thelma Maria Azevedo (Cadeira 30) e Ester Abreu Vieira de Oliveira (Cadeira 31) e de formatação, revisão, edição e acréscimos da Acadêmica Silvana Soares Sampaio (Cadeira 37), os membros da Rede agora podem obter informações sobre as Patronas e as Acadêmicas que ocuparam e ocupam as 40 Cadeiras da Academia.
    Renata Bomfim

    Ester Abreu Vierira de Oliveira Canta a cidade de Muqui ES.MPG

    Recital de poemas realizado no 2º Encontro de escritoras capixabas 2011

    Fonte:http://afesl-es.ning.com/profiles/blog/list?tag=AFESL

    Ester Abreu Vieira de Oliveira, professora e pesquisadora, com trabalhos publicados em variados gêneros, possui livros de poemas, de crônicas, de ensaios, didáticos e infantis e de traduções. Nasceu no município de Muqui, no Estado do Espírito Santo, (a Cidade Menina, atualmente um patriônio histórico do Espírito Santo, com algumas casas já tombadas, conhecida pela realização de concursos de Folias de Reis, em 31/01/1933, filha de Ataulfo Vieira de Almeida e de Maria da Penha Abreu Vieira.
    Oriunda de tradicional família dessa cidade, neta do coronel Pedro João e bisneta de João Pedro Vieira Machado, um dos fundadores da cidade, cresceu no bairro de Entre Morros, de onde se ausentou em sua juventude, durante dois anos, para estudar no Colégio Santos Anjos, no Rio de Janeiro. Ali cursou a 1a e a 2a séries ginasiais. Voltando à sua terra, terminou o ginásio e o normal no Colégio de Muqui, sob a direção do dr. Dirceu Cardoso.Ambicionando ampliar seus horizontes de conhecimentos, foi para Vitória onde na antiga FAFI, obteve os títulos de Bacharel e Licenciado em Letras Neolatinas e se casou. Passou a amar essa cidade como amava a sua Terra Natal. Nela ela teve crescimento intelectual e afetivo. Este marcado pelo papel de esposa, mãe e avó, além das amizades conquistadas.Por sua atuação profissional e produção intelectual, recebeu vários votos de louvor, entre eles em 1981, 1995, 1997 do Departamento de Atividades Legislativas, 1125/97, e 1999, 2010, 2011 da Câmara Municipal de Vitória, 2010 e 2011 da Assembléia Legislativa, em 1985 do Centro de Artes da UFES, em 1986 e 1988 do Colegiado do Departamento de Línguas e Letras; em 1994 dos Formandos do Curso de Letras - Português, da UFES, em 1995 da Embaixada de Cuba e do Conselho Universitário - UFES; em 1996 do DLL/Ceg/UFES, foi homenageada com o seu nome Ester Abreu Vieira de Oliveira no Prédio de Idiomas, e em 1996 pelos Graduandos de Espanhol do DLL/UFES, em 1996 e 1997 pela Câmara de Pesquisa PRPPG/Prograd e, em 1997, poelo Departamento de Admissão e Graduação - DAG/Prograd. Em 1998 recebeu do CNPq. Of. Pre 1597/98 Brasília 26 de outubro, congratulações como pesquisadora e, em 1998, da Casa de España do Estado do Espírito Santo. Em 1983 recebeu o Prêmio Publicação DEC - para o livro Momentos; e, em 1985, recebeu Menção Honrosa da Academia Espírito-santense de Letras no Concurso de Poesia Alvimar Silva para o livro Momentos. Em 1986 ganhou o Prêmio Publicação da Shogum Arte para a Antologia Poetas Brasileiros de Hoje, com o poema "Pássaro na gaiola"; em 1987, foi-lhe auferida a Medalha de Ouro - UFES pelos serviços prestados; em 1992 ganhou o Prêmio "Miguel Hernandez", instituído e promovido pela Consejeria de Educación da Embaixada da Espanha no Brasil e da Associação de Professores de Espanhol do Estado do Rio de Janeiro, sob o pseudônimo de Josefina Nogueira com o trabalho monográfico "Miguel Hernandez: aspectos de sua vida e época"; em 1995 foi indicada como candidata da UFES para o Prêmio Internacional da Universidade de Salamanca "Elio Antonio de Nebrija; em 1995, foi agraciada com o título de Cidadã Vitoriense; em 1996 foi selecionada para participar no IX Congresso de Poesia; em 1996, a Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni selecionou o seu poema "Saudade em uma fria madrugada"; em 1996, recebeu a Medalha Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo por participar da Comissão Julgadora do Concurso de Monografias; em 1999 ganhou "La Presa de la Tortuga de don Juan", "símbolo de la paciência en el difícil arte de la seducción" da Fundación Cultural Don Juan, A.C Zapopam, Jal México. A partir desta data recebeu outros votos de louvor tanto da ALES como da CPMV por desempenho e homenagens de alunos de graduação.Em sua vida profissional no magistério iniciada em 1952, como professora do primário, em Escolas Singulares e em Grupos Escolares, passou para o ensino secundário (antigo Ginasial, Científico e Clássico), no Colégio Americano de Vitória, de 1958 a 1960, lecionou Espanhol e Francês, e no Colégio Estadual do ES, dando classes de 1965 a 1981, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e Língua Espanhola. Passando a lecionar no ensino superior, na UFES, a partir de 1965, lecionou no cursos de Graduação e de Pós-graduação (Especialização, Mestrado e Doutorado). Nesse percurso atuou ali como professora de Expressão em Vernáculo, Português para Estrangeiros, Língua Espanhola e Literatura Espanhola e Hispano-americana e Estudos Literários. Ainda que aposentada em 1996, continua prestando serviços a UFES, como voluntária. Além da UFES, atuou, profissionalmente, no Centro de Ensino Superior de Vitória (de 1999 a 2007). Ali deu aulas para o Curso de Letras, de Língua e Literatura Espanhola, Literatura Brasileira e de Literatura Portuguesa na Graduação e na pós-graduação de Língua Espanhola, Semântica, Literaturas em Língua Espanhola e para o Curso de Direito, deu aulas de Metodologia. Foi também nesta Instituição Diretora de Pós-Graduação e pesquisadora.Fez, no Brasil e no exterior, vários cursos, que resultaram em títulos como Português Superior, Pela Universidade de Lisboa (1968), Especialista em Filologia Espanhola (Madri - 1968) Mestrado em Letras-Português, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (1983), Doutorado em Letras Neolatinas - Língua Espanhola e Literaturas Hispânica, Pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e Pós-doutorado em Filologia Espanhola, pela UNED (Madri) (2003). Foi bolsista da Gulbenkian, para cursar Português Superior em Lisboa e, por três vezes, do MEC/Governo Espanhol, para fazer cursos de atualização, em Madri e Salamanca.Participou de vários encontros, jornadas e seminários, como debatedora, coordenadora, de mesas redondas, conferêncista, representando o Espírito Santo e a Universidade, tanto no país como no exterior.Assumiu cargos administrativos de direção, chefia, e coordenação. Participou em Bancas examinadoras acadêmicas no Estado e fora dele. Idealizou e coordenou vários cursos e congressos, oferecidos à comunidade.Faz parte de instituições internacionais e capixabas, tais como a Academia Espírito-santense de Letras onde ocupa a cadeira n. 27 (cujo patrono é Afonso Cláudio de Freitas Rosa), a Academia Feminina Espírito-santense de Letras, onde ocupa a cadeira n. 31 (cuja patrona é Vilma Amada, sendo dessa entidade presidente dos biênios 2008-2010 - 2012, o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, a Associação de Professores de Espanhol - ES (sendo Presidente desta instituição por três biênios e membros fundador), a Associação Brasileira de Hispanista. Pertence, ainda, à Associación de Lengua y Filologia de America Latina, a Associação Brasileira de Literatura Comparada, à Trois Culture Meditérranée, à Associação Internacional de Hispanista. Já fez parte e faz parte da Câmara de Literatura do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Municipal de Cultura e Desportos e da Comissão de História na Lei Rubem Braga. É membro do corpo editorial da Revista Contexto (UFES). Revista Mosaicum, Signum, Hispanista (Ed. Portuguesa), Coleção Roberto Almada, Coleção José Costa e dos Escritos de Vitória. Colaborou com publicações em revistas e jornais. Participou de exposições poéticas e culturais, como no Projeto "Primavera: Arte e Literatura", realizado na Galeria Virginia Tamanini, no período de 27/10 a 2011/2009, das 13 às 18 horas, no Projeto "Espaço Cultural do TECAB", com a Mostra "Preservação e Conscientização", de Denise Moraes e sorteio de um exemplar do livro No Reino das Palavras, de Valsema Rodrigues, no período de 22/06 a 12/07/2010. 

    SIMPLICIDADE
    Em Muqui
    -rincão capixaba
    onde o verde toca o azul e
    a vida é calma e clara -
    há colégio, igreja, jardim
    e amizades beira-linha.

    Em tardes infinitas
    um povo amigo
    vem passar e ver
    o Noturno
    sob verdes alamedas.

    Por quintais silenciosos
    mansamente passa
    um rio
    que até o mar leva
    o cantar amigo
    dessa terra.

    Em Muqui
    o povo alegre
    e hospitaleiro
    se diverte em
    festas cívicas
    e em domingueiras.

    Em Muqui
    do vale à serra
    a luz sorri
    e voam colibris
    em algum recanto dum jardim.


    Elisa Lucinda Campos Gomes nasceu em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, em 02/02/1958.      
    Fez o primário no Grupo Escolar "José Cunha" e o secundário no "Colégio Agostiniano" e mais adiante passou para o Colégio "São José", onde completou o Curso Normal, recebendo o diploma de professora. Ingressou na Universidade Federal do Espírito Santo, no curso de Comunicação Social, onde, no mesmo ano iniciou suas atividades no teatro. Em 1982, saiu dessa Universidade diplomada em Jornalismo. Transferiu-se para o Rio de Janeiro. Ingressou na CAL Casa das Artes de Laranjeiras - no curso de Interpretação Teatral. Atriz de televisão, teatro e cinema, professora universitária, escritora, poeta, teatróloga. Todavia, é a interpretação da poesia, o dizer poesia, o lado que mais a fascina. É membro correspondente da Academia Feminina Espírito-santense de Letras.

    ESPÍRITO SANTINHO
    Fui criada na ilha
    sem ser sozinha
    fui desde pequenininha
    criada na ilha
    na madrugada
    criada na trilha
    sem ser ilhada
    fui a porta, o poeta, o porto
    o vivo-morto do congo
    a madrinha da congada
    comi cresci na panela de barro
    era só eu e ela
    ela me namora
    eu namoro ela
    nossa senhora da penha
    fogo e fé, fogão avião à lenha
    pra de noite no terreiro
    orixá são benedito
    o que perdi na força
    ganhei no grito
    porque eu fui desde criancinha
    caçula americano
    sulamericano
    saci, meaípe, siri, alegre
    espírito santo calor e quente
    espírito quantum ardente
    espírito santo com febre
    de sacudir o brasil
    pequena ponte sudeste
    pequeno polegar mindinho
    e mercosul
    merconordeste
    espírito santo moleque
    capivara lobisomem
    paneleira é deus ensaiando homem
    menino e boca de pano
    sulamérica brasil
    caçulamericano
    fui criada na ilha
    com muito sol na virilha
    amo batalha e vitória
    maria ortiz
    maria da glória
    ela me namora
    eu namoro ela
    sou eu praia da costa
    eu canto eu encanto
    eu cachoeiro
    eu praia do canto
    fui criada na ilha desde criancinha
    minha mãe vem lá de minas
    e meu pai nasceu baiano
    capixaba mesmo só eu que sou
    povo mais novinho dos brasis
    esse país sabido
    o caçula do mundo
    caçulamericano.

    http://www.poetas.capixabas.nom.br/Poetas/detail.asp?poeta=Elisa%20Lucinda



    Lia Márcia Leite Amaro, nasceu em Mimoso do Sul, em 10/10/1945. Aprendeu piano e curso o antigo primário com a professora Hilda Menezes. Passou nove anos sem estudar, porque o colégio era de "difícil acesso". Mesmo encontrando barreiras arquitetônicas e humanas, Lia Márcia não se deixou abater e prosseguiu no seu intento de reintegrar numa sociedade que tanto discrimina "o diferença". Sua acuidade intelectual fez com que durante o afastamento escolar fosse autodidata. Lia muito, escrevia sempre e procurava dialogar com pessoas que lhe acrescentassem maiores conhecimentos. Em 1961, mudou-se para o Rio de Janeiro e aos dezoito anos retornou, pela força de sua vontade, aos estudos. Fez o Curso de Madureza (2º grau). Já casada e mãe de dois filhos, fez o Curso de Magistério, tornando-se professora primária. Fez vários cursos básicos, como: Noções de Psicologia, Treinamento Autógeno, Parapsicologia, Agricultura, Paisagismo, Fruticultura, Manejo de Gado, Reforma Agrária e a Costituinte, Artesanato, Pintura em Aquarela e Desenho Artístico. Cursou a Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense. Sob a influência da sua luta constante, aprendeu, observou e assimilou o que a vida lhe poderia oferecer. Dentro dos seus limites, impostos pela paraplegia de que é portadora desde o seu nascimento, acredita que se deve estar em constante desenvolvimento, pois quando uma pessoa pára é porque já começa a morrer.
    Obras: "Degraus", livro de poesias, edições Jotanesi , RJ

     

    SER POETA
    Poeta, eu?
    Não, jamais serei.
    Dizem que ser poeta
    É saber traduzir em rima tudo da vida.

    Poeta, eu?
    Nem mesmo sei dar nomes
    A meus versos sem rimas
    E que ninguém saberá dar

    Se ser poeta é saber escrever,
    Jamais o serei, jamais
    Se escrevo é para os que sabem
    Amar e sentir minhas palavras.

    Se ser poeta é saber amar
    Em um dia, talvez,
    Possa dizer com imenso orgulho:
    Sim, eu sou poeta!


    A AFESL  representa a importância da mulher  no palco da  literatura capixaba, dentre elas, nós, do GrupoMSul “Performance  Negra”, destacamos a escritora Ester Abreu Vieira de Oliveira, do Município de Muqui. 
    Demos destaque  também acadêmica da AFESL, Elisa Lucinda (atriz de TV, cinema e teatro, cantora, jornalista e escritora).  Publicou seu primeiro livro de poesia O Semelhante, em 1994. O poema “A menina transparente”, marcou sua estréia na literatura infantil e recebeu o Prêmio Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ. Mas o que destaca essa versátil capixaba de 51 anos são os versos recheados de sensações do cotidiano. Elisa é considerada uma das mais talentosas poetisas brasileiras da atualidade. Promove saraus e criou a Associação de Estudo de Declamação.Representa o valor da mulher negra brasileira, com seu talento e versatilidade. 
    Além destas, destacamos ainda a escritora mimosense Lia Márcia Leite Amaro, a qual, não é acadêmica da AFESL, mas é uma escritora do extremo sul capixaba que, com sua poesia, seus escritos, procura valorizar sua terra e sua cultura. Estes são alguns exemplos de mulheres  que fazem arte e valorizam as ações do feminismo capixaba, na apropriação de seus espaços.  
    Por: Irene Cristina dos Santos Costa, 
    GrupoMSul04 "Performance Negra"