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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cara que mamãe beijou e papai acariciou...

                   VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

                       


      
 Ela se viu em meio a um telefonema ameaçador: 'Eu vou aí e quebro sua cara!' Dizia no outro lado da linha a voz ameaçadora que ligara dizendo querer esclarecer o assunto...
    Qualquer assunto que se preze, acredito eu, deve primar pelo princípio de que 'em mulher não se bate nem com uma rosa', ninguém tem o direito de ameaçar ninguém, sem ter a ciência de que existem leis e há, ainda que distorcida, justiça a ser efetuada. Caracterizando-se uma violência de gênero. Dentre as diferentes formas de violência de gênero citam-se a violência intrafamiliar ou violência doméstica e a violência no trabalho, que se manifestam através de agressões físicas, psicológicas e sociais.
     Na violência intrafamiliar, contra as mulheres e/ou as meninas incluem o maltrato físico, assim como o abuso sexual, psicológico e econômico. A 'Lei Maria da Penha'  _ Lei nº 11340/06, de 7 de agosto de 2006 , advém da triste experiência de violência de gênero sofrida "em 1983, pela biofarmacêutica Maria da Penha Maia, mãe de três filhos, levou um tiro nas costas aos 38 anos e ficou paraplégica. O autor do disparo foi o seu marido, o professor universitário Marco Antonio Herredia, que depois disso ainda tentou matá-la outra vez. Ele só foi preso em 2002, após o caso chegar à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), e cumpriu dois anos de prisão.Por sua história de luta contra essa forma de violência e contra a impunidade que costuma acompanhá-la, (...), o presidente Lula sancionou a lei que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, batizando-a com o nome de Maria da Penha [...]". (Fernanda Sucupira, membro da ONG Repórter Brasil)
     Sim, depois de toda uma historicidade de humilhações, agressões, aviltamentos da mulher, (independente de condições culturais,  socioeconômicas), é uma conquista feminina em nosso país. As estatísticas brasileiras sobre a violência física, psicológica, moral é bastante relevante, e no Espírito Santo a situação ganha proporções maiores, segundo dados de estudos sociais. Porém as conquistas do feminismo no país alavancaram discussões importantes que culminaram na já citada 'Lei Maria da Penha' e nas Delegacias de Defesa da Mulher.
     Segundo os dados nacionais sobre violência contra a mulher, entre 1980 e 2010 foram assassinadas mais de 92 mil mulheres no Brasil, 43,7 mil somente na última década. Conforme o Mapa da Violência 2012 divulgado pelo Instituto Sangari, o número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%. Já o Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil revela que, de 2001 a 2011, o índice de homicídios de mulheres aumentou 17,2%, com a morte de mais de 48 mil brasileiras nesse período. Só em 2011 mais de 4,5 mil mulheres foram assassinadas no país. Essas triste estatística representa uma face brutal de uma realidade bastante vergonhosa.
     Em contrapartida, a legislação hoje, tenta coibir a ação violenta dos  machistas de plantão, que só sabem usar da violência para mostrar que têm poder e  agridem física ou verbalmente  a mulher amada (ou odiada), a esposa, a noiva, a namorada, a ex, ... revelando que isso resulta em punições legais para o agressor. Sem contar o fato que, aquele que se prevalece de sua força ou poder para oprimir outra pessoa hipoteticamente indefesa, não é digno de ser chamado de ser humano, porque se tivesse de fato humanismo dentro de si, não se prevaleceria de sua força ou de seu poder para aviltar seu próximo, menos ainda quando esse próximo compartilha ou compartilhou com ele uma história, uma vida.
     Mas se por um lado existe, no senso comum, o agressor instituído,  também existe a agredida, típica 'mulher de malandro', que gosta de apanhar. Isso lembra-me a frase muito popular _ 'eu não sei porque estou batendo, mas ela sabe porque está apanhando.' _  reza o pensamento machista arraigado no pensamento coletivo geração após geração. Mas eu pergunto, até quando isso vai acontecer?
     Muitas mulheres se submetem a seus companheiros agressores porque dependem deles financeiramente para a manutenção das necessidades da família, outras têm a dependência emocional em relação ao parceiro, outras, ainda, não tomam quaisquer atitudes em relação companheiro por submissão ou medo das represálias, uma vez que há ainda muitas falhas e brechas na lei e ela corre risco de denunciar seu algoz, ele ser recolhido à delegacia, em pouco tempo ser solto e dela se vingar... A questão é deveras periclitante e requer seriedade por parte de quem faz valer os direitos da mulher em sociedade. Somos frutos de uma educação que ao longo da história e mesmo da construção das civilizações, sempre relegou à mulher a condição de submissão e subserviência ao homem, e isso no decorrer do tempo, criou (pré)conceitos e comportamentos que não cabem mais à nossa realidade atual.
     A modernidade e contemporaneidade trouxe ao homem e mulher novos papeis e consequentemente, novos modelos de comportamentos que precisam ser apreendidos, assumidos e praticados, com respeito às diferenças de gênero e aos direitos de cada um(a). E o velho pensamento brutal de que tudo se resolve com pancada é coisa de  "primata hominus", não de seres civilizados constituídos para viver em sociedade. E a mulher, empoderada de seu verdadeiro valor, não deve, deixar-se aviltar. 
     Acredito piamente no poder do respeito mútuo  e se para for preciso no recurso da lei, que se faça uso dela. Sinceramente na minha opinião, "cara que mamãe beijou e que papai acariciou, nenhum que não tenha visto minhas 'artes' encosta a mão impunemente... "
               Nina Costa, em 03/07/2014
                          Código do texto: T4868387 
                          http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/4868387

COTAS RACIAIS. RACISMO

COTAS RACIAIS NAS UNIVERSIDADES, SIMILAR AO QUE SE REEDITA PARA O SERVIÇO PÚBLICO. QUESTÃO ANALÓGICA 

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        Por Celso Felício Panza, 03/07/2014
        http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/4868124

 Ninguém quer um país de acadêmicos, aliás que não é nem será, nenhum país, mas educado.  O Supremo Tribunal federal sufragou a constitucionalidade das cotas raciais. É mesmo constitucional? A Constituição diz que “todos são iguais perante a lei”. O quê é isso? Justamente para não haver distinções, como garantir a uns, pela cor, vagas em universidades públicas em detrimento de outros. É uma distinção, dir-se-ia, e distinguindo não é legítima. 
Precisamos, sim, de ensino fundamental, garantido a todos.
 
Mas o Supremo – principalmente em nossos dias – é abrigo de proposições afirmativas, ou seja, um clamor em favor de minorias que lutam por seus direitos. É bom de certa forma. Quando não complica ao invés de simplificar.  

Sob essa angularidade caminham direito e justiça, legalidade (o que está na lei que vigora) e entendimento dos juízes sob enfoque de justiça.
 É sadia a interpretação que faz justiça, ainda que contra a norma geral. Tudo que milita em favor da melhora da humanidade é positivo e deve merecer anuência. Somos todos juízes de todos ainda que fora dos tribunais, de maneira não institucional.  

Não existe raça, é pacífico, mas há divisões discriminatórias, registra a história.
 Mas o que é importante não ouço, NÃO OUVI CLARO, ALTO E BOM SOM NA CORTE SUPREMA.
 Não é possível construir uma pirâmide começando pelo topo, mas exclusivamente pela base. Nada adianta abrir janelas que distinguem para o ensino superior, contra o que eu não me oponho, ao contrário, aplaudo, se nada se tem de razoável na base, ensino fundamental.
E O PRINCÍPIO QUE RECONHECE O DIREITO ÀS COTAS, ACIONADO PELO STF, É DA RAZOABILIDADE. Razoável é ter educação implantada de forma desejável e linear, da base ao topo. 

“Nação é a coletividade UNIFICADA por língua e RAÇA\". Curso de Teoria Geral do Estado, Pedro Calmon, páginas 19. Caixa alta nossa. Mas raça educada a partir da base.
  E raça é uma só, e todos, não importando a cor, têm direito à educação desde o ensino básico. É sonho? É o que prometem as cartas políticas. Ninguém chega à universidade sem ensino fundamental suficiente. 

Se eu Estado não dou educação suficiente a todos, iguais, sem distinção de cor, ou raça (assim sob forma adjetiva classificado o ser humano), e esmago nesse setor classes mais desfavorecidas desde o ensino fundamental, e abro as portas do ensino superior, estou contrariando a igualdade de todos, linearmente, sem avaliação única, e de disputa por mérito.
 
Huxley já demonstrou a existência antropológica da raiz única. Somos todos oriundos de um mesmo casal, surgido na África, datam vinte milhões de anos.
 


 >Nosso inigualável lente, Calmon, professor emérito da cadeira da Teoria do Estado, deixa claro o que claro é, inclusive para os mais neófitos hermeneutas das ciências sociais; nação e seu conceito, bem como elementos indispensáveis de configuração.
  Unidade, unificação, conformidade, harmonia, identidade, ligação, aliança, pacto, liame, ligame, esgotem-se os sinônimos e assemelhados, para advertir a identidade legal das pessoas, os cidadãos, miscigenados ou não.
  Deixa de existir uma pátria para se dar lugar à divisão por raça e, consequentemente, deflagra-se possível quizila social de péssima memória na história humana, dizem alguns. Não creio, não é da índole do povo brasileiro.
  O mérito se afasta para dar lugar à cor, afirmam. A classificação ocorre pela origem racial. Não prevalece a igualdade, dizem outros. Mas abriu-se a brecha para igualar....e não de forma compensatória, deixaram certo ministros votantes, olha-se para o futuro. O tema é retórica de muitos discursos e várias conotações. O futuro remete ao passado sofrido da raça negra, consideram. É inegável que contraria-se a igualdade na imposição de cotas. O mérito é a sinalização da escolha, e cotas devem se dirigir aos estudantes pobres, DE QUALQUER COR.
  O importante é que se garanta o ensino fundamental, não tenho dúvidas. 
 O homem muda permanentemente na roda da vida, temporalizando-se, integrando-se em si mesmo com sua mudança. Assim faz seu passado, faz sua história. É princípio extraordinário que se particulariza e singulariza, resolvendo simultaneamente qualquer objeção, pois não há passado absoluto, pois perdura no presente. O passado não se termina no não-ser, logo que, perdurando no presente, co-integra a realidade humana, único ser suscetível, em si, de HISTORICIDADE. Sem passado, é inegável, não existe história.
 
 Durante séculos não se conheceu passado a não ser que se pudesse concebê-lo. Esse passado que guarda fatos, onde jazem coisas, se refugiam eventos ao consumarem-se, desprendendo-se da vida que com eles se objetivou. A inclinação espiritualista da história que procurava o homem distanciava-se dele, radicalmente, ao procurá-lo no que já não é nem seria jamais. Por isso, sobretudo fracassava a história. A solução apetecida estava a espreitar ali mesmo, nesse hiato sem cortes, oferecendo-se aos investigadores. Bastava apenas acompanhar o processo da objetivação até o passado que subsiste na existência como possibilidade. Esse passado faz com que a existência siga sendo. A história HISTORICISTA \"ficou-se\" também naquela objetividade, isto sem advertir que , em tal forma, a existência estava já consumada.
 
 A breve incursão filosófica demonstra que, história, efetivamente SIGNIFICAVA PASSADO. Apenas em nossa posição, TAL PASSADO EXISTE. Não está fora do homem como pressupõe o racionalismo. Volvemos à caracterização da história por um passado (ou sido) que é em um presente, e um presente que é com seu passado. Se esse presente não conservasse seu passado não poderia haver história.
 
 Na história de cada brasileiro não há vão em que se esconda o racismo pretendido no bojo da lei, embora repelido pela Carta Magna.
 O historicismo de cada um, também, não permite maquiar o mérito pela cor e por raça. Não é essa a história brasileira, não é essa a história da humanidade. Nada disso foi recepcionado na constituinte de 1988.
 
 Uma coisa é classificar por renda para dar bolsas e estimular o estudo pelo mérito, outra coisa é reconhecer a desigualdade dos iguais, os brasileiros como um todo que precisam não só de cotas para ingressarem na universidade, nas de amplas cotas na educação para que possam se educar desde o ensino básico até a universidades, sejam negros, brancos, amarelos ou de qualquer etnia, humanos iguais, pessoas.  (Celso Felício Panza).

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cota para branco...

CCJ da Câmara aprova cota para negros no serviço público http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/03/ccj-da- camara-aprova-cota-para-negros-no-servico-publico.html 



     Segundo a notícia veiculada no G1, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (26/03/2014) o projeto de lei que reserva para negros e pardos ao menos 20% das vagas em concursos públicos da administração federal. Essa notícia, na hora impactou-me profundamente. Confesso: Fiquei entre a euforia e a indignação. 
     Explico esse dualismo de sentimentos inteiramente opostos e consideravelmente naturais: Euforia porque essa talvez seja uma entre as poucas chances de muitos excluídos ingressarem em serviço público da administração federal. Indignação, pois em um país onde a maioria da população é negra, parda ou mestiça, necessitar de cota para esses elementos concorrerem a um cargo que deveria ser acessível a qualquer brasileiro é, a meu ver, uma discriminação velada, significa dizer: amigo, você é negro, é burro (ideologia do colonizador que perdura entre nós até os dias atuais) e portanto incapaz de concorrer em pé de igualdade com os brancos, por isso, vou reservar pra você 20% das vagas, mas lembre-se, isso é porque eu sou bonzinho e quero que você seja grato. 
     Não que eu ache que negros e pardos não sejam merecedores dos benefícios da lei, uma vez que também sou uma brasileira afrodescendente, também sujeita a desfrutar dos efeitos concretos desta lei. Mas acredito que a cor da pele não deve ser critério para ascensão e aquisição de quaisquer direitos que sejam inerentes ao ser humano, pois, independente de cor, idade, sexo, religião, orientação sexual, etc., somos todos cidadãos, dignos de respeito, sujeitos à lei, com direitos e deveres a cumprir. 
     Acredito que antes de criar cotas para isso e para aquilo, deveriam criar meios de a população carente, que depende da Educação e Ensino em Escolas Públicas, tivessem um ensino de qualidade e não uma maquiagem de realidade que privilegia uma estatística mentirosa, com projetos de aceleração e promoção automática (avanço) de alunos em defasagem de idade/série, à anos/séries para os/as quais não estão aptos a acompanhar. Tendo como resultado a produção de analfabetos funcionais, de pessoas que chegam à faculdade sem sequer saberem ler (entenda-se ler aqui, em termos globais, como a capacidade de decodificar as informações, com a habilidade de interpretar, refletir, produzir opiniões e posicionamentos, defender pontos de vista, efetuar releituras várias de um texto). 
     Mas entendendo que lei é lei, e já que existe a cota para negros e pardos, ... "Vamos que vamos, neguinho (a), vamos sim'bora aproveitar!" Venho exigindo isso onde quer que eu vá... 
    Agora, imagino um dia, que inventarem cota para branco... será que vai ser aprovada? 
         Nina Costa, 19/06/2014 
               Código do texto: T4851397 
                http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/4851397

CCJ da Câmara aprova cota para negros no serviço público

    

   
    Proposta é de 20% das vagas de concursos federais para negros e pardos. Texto agora segue para análise no plenário e, se passar, vai ao Senado. Felipe Néri Do G1, em Brasília A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (26) projeto de lei que reserva para negros e pardos ao menos 20% das vagas em concursos públicos da administração federal. O texto ainda precisa passar pelo plenário da Casa para seguir para votação no Senado. saiba mais Dilma faz apelo ao Congresso para aprovar cotas no funcionalismo Entenda projeto de lei que estabelece cotas para negros em concursos RJ aprova novo projeto de cotas para negros e índios em concursos do estado Governo de SP quer pontuação extra para negros e índios em concursos Começa a valer cota para negros em concursos da Prefeitura de Salvador Um ano depois, lei de cotas raciais para concursos no RS engatinha MS também tem cotas em concursos A proposta limita a aplicabilidade das cotas ao prazo de dez anos. De acordo com o texto, as cotas valerão em concursos realizados para a administração pública federal, autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União, como Petrobras, Caixa Econômica Federal, Correios e Banco do Brasil. O projeto não estende as cotas para os poderes Legislativo e Judiciário. O projeto foi encaminhado pelo governo ao Congresso em novembro de 2013, em regime de urgência. Pela proposta, a reserva será oferecida sempre que a oferta no concurso for superior a três vagas. Poderá concorrer pelo sistema de cotas o candidato que se autodeclarar preto ou pardo no ato da inscrição do concurso. Na justificativa do projeto, o governo alega que a matéria é uma “política afirmativa” necessária para solucionar o problema da sub-representação de negros e pardos no serviço público federal. O relator da proposta na CCJ, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), aceitou emendas (sugestões de alteração no texto) ao projeto original. Uma delas estende a norma das cotas para cargos comissionados. Outra permite ampliar para 30% a reserva de vagas destinada a negros e pardos, incluindo indígenas. Embora altere a proposta original (20%), esta última emenda foi considerada constitucional pela comissão, e caberá ao plenário decidir qual dos dois percentuais será adotado. De acordo com Picciani, o Legislativo e o Judiciário não foram incluídos na proposta por dependerem de decisões próprias. "Para o Legislativo, caberia às mesas diretoras da Câmara e do Senado propor. No caso do Judiciário, cabe ao Supremo Tribunal Federal mandar o projeto", disse. O relator disse, ainda, acreditar que o país está preparado para a proposta. "Eu acho que o Brasil já aprovou lei de cotas tardiamente. Os Estados Unidos fizeram logo no pós-Segunda Guerra Mundial ações afirmativas de cotas. É uma medida que é importante de aprovar, e esta é a hora", completou.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

 SOU BLACK



Meu suing balançou a praça
Eu sou da raça
Eu sou da cor

Meu cabelo é tipo black power
Eu neguinho
Eu sou nagô...

Minha pele negra não disfarça
Eu curto samba
Eu curto soul

Minha descendência me precede
Toco atabaque
E agogô

Minha forte cadência me segue
No blues ou reggae
Eu sei, eu sou...

Eu sou, sou muito mais que você pensa
Eu sou axé
Eu sou a graça

Sou geração de gente 'massa'
Sou da raça, sou da cor...
Sou Capoeira, sou Mandela
Negritude em esplendor...

Sou black, eu sou...


Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 30/12/2013
Código do texto: T4630285
Classificação de conteúdo: seguro
                     http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4630285

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pele Negra

http://www.recantodasletras.com.br/poesiascomemorativas/3995316



Na sua pele negra escrevem-se os versos
Na expressão de seu negro sorriso, a poesia.
Poema construído à duras penas, na pena nagô.

No insight de quem admira sua beleza negra.
Na foto que o flash captou, plena de ébano
No recorte de uma história, no déjà vu,

Na ancestralidade aflorada nos traços,
No sonho de uma etnia,
Nas conquistas dos Palmares. Nos ais Pelourinhos...

Em toda manifestação de interação
De sua negritude, de seu axioma
Com o meio, com as ideologias de raças.

Com o veio desse sangue negro que banhou o chão praça,
Que marcou caminhos com pés de moleque
Com o cheiro que lhe exala da alma crioula,



Com a vida, que lhe faz graça e molejo
Na graça que natureza traça
Eu lhe festejo nos pigmentos de sua beleza nata...

Vem dos porões dos navios negreiros às senzalas
Da escravidão à exploração sexual da mulada
Pelas mãos ainda hoje, escravocratas...

Tudo é poesia escrita à sangue e suor
Tudo é canto ou pranto de dor...
Uma saudade, um banzo, um canto da cor.

No mistério de seu desterrar das muitas áfricas,
Na riqueza de sua beleza - Beleza negra.
Na sensualidade de sua melanina.

Escreve-se na pele negra, sua história
Decodificada em braile por minhas mão
E em bela visão, por minha retina...



Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 20/11/2012

sábado, 2 de junho de 2012

Violência Contra a Mulher - Um Problema de Todos e Todas


Ao tratar de violência contra a mulher, logo nos reportamos ao ambiente doméstico. Dentre todos os tipos de violência contra a mulher, existentes no mundo, aquela praticada no ambiente familiar é uma das mais cruéis e perversas. O lar, identificado como local acolhedor e de conforto passa a ser, nestes casos, um ambiente de perigo contínuo que resulta num estado de medo e ansiedade permanentes. Envolta no emaranhado de emoções e relações afetivas, a violência doméstica contra a mulher se mantém, até hoje, como uma sombra em nossa sociedade. O termo Violência Contra as Mulheres, é definido pela Organização das Nações Unidas -ONU, como sendo todo ato de violência que tem por base o gênero e que resulta em dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico á mulher, e também temos por Violência Doméstica ação ou conduta de familiares ou pessoas que vivem na mesma casa (filhos, cônjuges, companheiros) que causem sofrimento físico, sexual e psicológico à mulher podendo levar até a morte. Em agosto de 2006, passou a vigorar a Lei nº 11.340 – que cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, agilizando mais os processos, permitindo inclusive o afastamento do agressor, popularizada como “Maria da Penha”, uma mulher que lutou durante 20 anos para ver o seu agressor condenado. O agressor de Maria, o próprio marido, tentou matá-la por duas vezes, na primeira tentativa ele lhe deu um tiro, e ela ficou paraplégica, na segunda, tentou eletrocutá-la, foi dessa forma triste que Maria virou símbolo da violência contra a mulher. Após as tentativas de homicídio, Maria da Penha Maia começou a atuar em movimentos sociais contra violência e impunidade e hoje é coordenadora de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV) no seu estado, o Ceará.



 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"Vida Maria"

video

Vida Maria, uma produção de Marcio Ramos, retrata muitas  Mulheres do nosso país,  geralmente negras, analfabetas e com muitas tarefas a fazer como cuidar dos filhos, casa e até mesmo do marido. Mulheres sofridas que levam a mesma vida de seus antepassados.
       Como ser independente? Como deixar um casamento mal sucedido e marcado por agressões se a elas não foi dado condição nenhuma de sobrevivência.
        Pesquisa tem mostrado que para um país ser considerado desenvolvido não é levando em consideração somente a dimensão econômica, mas características sociais, culturais e políticas que influenciam na qualidade da vida humana.
       Nós, futuros especialistas de Gestão de Políticas Públicas de Gênero e Raça  temos o dever de mudar esse quadro,  seja como atuantes em nosso setor de trabalho ou Município, pois cabe aos gestores identificar e buscar solução para a erradicação das desigualdades contra mulheres e negros uma vez que estes vem buscando a tempos a igualdade com o devido respeito às diferenças.

Por: Poliana da Silva Botelho, Briscia Rosa Cacemiro e Irene Cristina Santos Costa


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Violência contra a mulher

 

 
 
A violência contra a mulher é um dos fenômenos sócias mais absurdos e inaceitáveis.

É uma tática consciente para obter poder e controle sobre a mulher.
Quando acontece em ambiente familiar é uma fonte de medo, dano físico e psicológico à mulher e também às crianças, incluindo todos tipos de ameaças e privação de liberdade.

A violência contra a mulher não é doença genética, nem conseqüência de alcoolismo, drogas, estresse ou raiva descontrolada, tampouco conseqüência do comportamento da vítima ou da pobreza.

A violência contra a mulher é fruto da desigualdade entre homens e mulheres. Vamos acabar com a desigualdade! Vamos acabar com a violência contra a mulher!

No Brasil, há mais de três décadas, as mulheres denunciam e tentam dar visibilidade a essa situação. Neste período o país participou de várias convenções e assinou diversos tratados em prol da redução da violência doméstica e de gênero. Este ano o Governo Federal lançou um Plano Nacional de Prevenção e Redução da Violência Doméstica e de Gênero. Porém, todas estas iniciativas ainda não tem desencadeado um processo de mudança que de fato supere a violência contra a mulher.

É fato que, em nosso contexto de tantas contradições sócio-econômicas, as mulheres são vítimas de violência tanto quanto os homens. Mas a situação das mulheres é ainda agravada pela violência sexista.

Em nosso país grande número de mulheres vive em situação de violência física e psicológica (63% das mulheres brasileiras já sofreu algum tipo de violência) e, especialmente, a violência doméstica (75% dos casos de violência contra a mulheres e crianças acontecem no âmbito familiar). A casa, espaço da família, antes considerada lugar de proteção passa a ser um local de risco para as mulheres e crianças. O alto índice de conflitos doméstico já destruiu o mito do "lar, doce lar". As expressões mais terríveis da violência contra a mulher estão situadas na casa que já foi o espaço de maior proteção e abrigo.

Acostumamo-nos a considerar como violência somente os atos que provocam algum tipo de lesão física. No entanto, a violência também ocorre na forma de destruição de bens, ofensas, intimidação das filhas e dos filhos, humilhações, ameaças e uma série de atitudes de agressão e desprezo; situações que desrespeitam os direitos das mulheres, seja na rua, nas escolas, nos consultórios, nos ônibus, nas festas e, sobretudo, em casa.
 

Pesquisa feita no http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/3681803 Po Maria Aparecida R. Marques

Em entrevista ao "Fantástico", Xuxa conta que sofreu abuso sexual até os 13 anos



A apresentadora Xuxa em entrevista ao jornalista  Claudio Manoel (Matheus Cabral TV Clobo)que foi abusada sexualmente da infância até os 13 anos em depoimento ao quadro "O Que Vi da Vida", exibido neste domingo (20) pelo programa "Fantástico". Segundo ela, os abusos foram feitos por seu padrinho, um professor da escola e até mesmo um homem que iria casar com a sua avó.
"Eu vivi isso na infância e na minha adolescência, até meus 13 anos. Talvez pelo fato de eu ser grande. Eu fui abusada, eu sei o que é isso, a gente sente vergonha, a gente acha que é culpada. Eu sempre achei que eu estava fazendo alguma coisa, que era a minha roupa", contou Xuxa e prosseguiu: " Não foi uma pessoa, foram algumas pessoas em momentos diferentes da minha vida. Eu me sentia mal, suja, errada", disse. A apresentadora disse ainda que nunca havia contado a história com medo das pessoas "olharem para ela de maneira diferente". Em seguida ela chegou a cogitar que isso pode ser a razão por nunca ter casado ou mantido um relacionamento por muito tempo. "Meus grandes amores são a minha mãe e as crianças. Vivi um grande amor, mas foi rápido", comentou ela referindo-se ao piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna.
Ainda no quadro, Xuxa falou do tempo em que viveu no subúrbio de Bento Ribeiro, no Rio de Janeiro. "Tenho orgulho de dizer que sou suburbana" e lamentou o fato de não ter tido muitos namorados. "Nunca fui muito namoradeira, me arrependo hoje, deveria ter aproveitado mais", disse.
Pelé, Ayrton Senna e Michael Jackson
Xuxa falou também sobre seus relacionamentos com Pelé e Ayrton Senna. "Aprendi muita coisa boa e ruim com ele", disse Xuxa sobre Pelé, e revelou que a fama do jogador foi um dos motivos para o namoro ter terminado. Sobre Senna, ela garantiu que foi o único homem que a fez pensar em casamento. "A gente se completava, mas um dia vamos nos encontrar de novo", disse.
Quanto ao cantor Michael Jackson, Xuxa contou que foi convidada pelo empresário do astro para se casar com ele. "Ele sabia tudo sobre mim, assistimos a um filme juntos em Neverland. Ele gostaria de casar e ter filhos, mas minha resposta foi não", disse.

Fama
Quando indagada sobre o preço da fama, Xuxa afirmou que paga com sua própria liberdade. "Eu não tenho liberdade para fazer as coisas que eu gostaria. Às vezes eu atrapalho as pessoas, eu me sinto mal com isso", lamentou a apresentadora.
Para ela, uma das dificuldades de encontrar um parceiro é a sua independência. "É difícil para um homem me aceitar do jeito que eu sou. Sou muito independente, gosto de fechar a porta do meu carro, de dirigir, de pagar minhas contas", mas deixou escapar que sente falta de um parceiro. "Faz falta, muita falta. Entre quatro paredes eu dependo muito do cara", finalizou.

Assisti a entrevista e pesquisei na internet: Maria Aparecida R. Marques e Julio Cezar de Oliveira
 
* http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2012/05/20/em-entrevista-ao-fantastico-xuxa-conta-que-sofreu-abuso-sexual-ate-os-13-anos.htm