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domingo, 1 de abril de 2012

Três textos falando interessantes falando sobre a mulher moderna

 
Eu já caí na armadilha da Super mulher

A mulher é bem conhecida por tentar ser tudo para todas as pessoas. Dentro de casa, somos cozinheiras, empregadas domésticas, motoristas, professoras e ainda por cima, muitas de nós temos nossas carreiras. Por que nós sentimos a necessidade de ser uma Supermulher? Nós, supermulheres, estamos tão determinadas a fazer tudo perfeitamente que perdemos de vista nosso desgaste físico e mental. Eu sei o quão difícil pode ser não estar no controle de tudo. No entanto, se quisermos continuar com algum pingo de sanidade, temos que permitir que outros assumam algumas das responsabilidades. É por isso que hoje em dia eu não me culpo pelo que não fiz, mas me sinto bem-sucedida pelo que dei conta de fazer no dia. Antes, por exemplo, eu ficava frustrada se não conseguisse cumprir uma tarefa. Hoje, sorrio no final do dia se consigo fazer bem o mínimo. Como não somos onipotentes, é importante saber delegar. Ah, isso sim já me causou problema. O diabinho sempre ficava na minha cabeça me dizendo que eu poderia fazer melhor que outra pessoa. Que sofrimento! Desencanar foi a melhor opção, mas levou tempo e foi difícil. Não lavo roupa, não passo, não cozinho, não arrumo casa. Ponto. Essas tarefas foram delegadas e eu não tenho que ficar pensando nelas porque eu tenho milhões de outras coisas para resolver. Aprendi que ninguém vai morrer se de vez em quando a casa ficar uma zona. E não me estresso mesmo. Tomo banho, deito e durmo. Não quero saber se naquele dia a louça suja ficou na pia. E é claro que o diabinho fica tentando e você começa a se achar a mulher mais desleixada do mundo já que sua casa tá uma zona! Nada de querer arrumar a casa após um dia inteiro de trabalho, hein! Acredite: ninguém vai morrer! Sério. Cada um faz a sua parte e é assim que funciona ou não funciona (depende do ponto de vista). Essa é a armadilha da Supermulher, sabia? 



A Super Mulher Moderna e suas Dificuldades
 
A super mulher moderna e suas dificuldades


Antes, as mulheres tinham papéis específicos na sociedade: nasciam para serem filhas exemplares e, mais tarde, esposas, donas de casa e mães dedicadas. Passados alguns séculos a mulher passou a buscar a igualdade de gêneros e a conquistar seu espaço no mercado de trabalho.
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Diga-se de passagem, o exemplo da primeira presidente mulher aqui no Brasil.
Tudo seria lindo se as tarefas não tivessem se acumulado. Hoje, a maioria das mulheres é filha, mãe, esposa, dona de casa, profissional e ainda precisa cuidar da saúde e da aparência. Para dar conta de tantos compromissos e funções de maneira plena, só mesmo sendo uma super mulher!
Mas, como Mulher Maravilha, Mulher Gavião, Mulher Gato ou qualquer outra super-heroína só existem mesmo na ficção, as moças costumam ter dificuldade para lidar com tantas funções. "A mulher atual quer fazer tudo, dar conta de tudo e, muitas vezes, paga caro por isso. Nossas atribuições se multiplicaram a partir do momento em que decidimos trabalhar fora além de cuidar da família e da casa, acumulando funções, por mais que os maridos nos ajudem. Ela tenta ser uma super mulher, mas nem sempre consegue", observa a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em Psicodrama Terapêutico.
Então, o resultado pode ser desastroso. "Muitas mulheres sentem-se culpadas ou exigidas demais, vivendo a sensação de não estarem dando conta do recado como gostariam, frustradas em suas próprias expectativas", diz a psicóloga.
São vários os riscos para quem vive se sentindo sobrecarregada. De acordo com a especialista, "o perigo é não saber dosar, não saber reconhecer os próprios limites e impô-los quando necessário, e querer ser "perfeita" em tudo. Não existem mulheres perfeitas, nem super mulheres. Não devemos nos culpar por darmos o máximo de nós e ainda não darmos conta em alguns momentos como gostaríamos de fazer".
Sentir culpa também não ajuda em nada, pois ela só traz mais frustração. Em casos extremos, a pessoa pode somatizar as frustrações e desenvolver alguma doença no físico ou mesmo na alma - depressão, síndrome do pânico, ansiedade demasiada.
E como desempenhar tantos papéis sem "enlouquecer"? Bom, primeiro é preciso entender que estamos sempre escolhendo e priorizando algumas coisas. O segredo é fazer a escolha certa, dedicando mais atenção - e às vezes mais tempo - a determinado papel.

Dados esses passos, siga a orientação de Marina:


- Peça ajuda aos que estão próximos, como marido (dividindo as tarefas de casa e as responsabilidades com os filhos) e a mãe (avós são ótimas com netos quando se dispõem a ajudar os filhos nesse papel);
- Saiba que você não será perfeita, por mais que tente, pois todos nós temos nossos limites e fragilidades;
- Conte com pessoas de apoio, quando possível, para não sobrecarregar-se com as tarefas em geral;
- Tenha a consciência de que em algum momento de sua vida não será possível investir tanto no trabalho (com filhos pequenos), e em outros os filhos serão sacrificados um pouco em sua companhia em função do investimento necessário para se atualizar (realização de cursos, viagens de negócios, reuniões...). Ou seja, tudo na vida exige dedicação e abdicação, dependendo da fase e da disponibilidade possível.

Por Priscilla Nery (MBPress)



Rasgando o manual da mulher moderna
                                               


Tenho um segredo pra revelar sobre nós, mulheres modernas-independentes-solteiras: nós somos uma farsa. E das grandes.

Passamos horas, dias e anos repetindo que "tudo bem" fazer tudo sozinha. Cozinhar, lavar, passar, pagar contas e ainda achar um espaço nesse corre-corre diário pra manicure. Ter o prazer de ler aquele bom livro ou tomar aquela tão merecida cerveja também fazem parte do jogo. Do jogo de ser uma mulher independente e moderna. Temos a habilidade de metamorfosearmos em polvos quando vamos ao supermercado e carregamos 12 sacolas dos mais variados pesos. Trocamos lâmpadas queimadas e algumas, pasmem, até ousam trocar magistralmente a resistência queimada do chuveiro (sem queimar toda a fiação elétrica, I mean). Fazemos bolos e sobremesas maravilhosas (como nossas avós e mães nos treinaram anos a fio). Também sabemos falar de política, literatura, cinema, música e estamos sempre ligadas nos acontecimentos mundiais e conectadas as redes sociais.

O problema disso tudo é que corremos tanto mas não sabemos bem onde queremos chegar. Será que é um emprego melhor? Uma vida mais digna economicamente? Mais sabedoria pra tocar a vida e não cometer aqueles velhos erros mais uma vez? Estudar cada vez mais? Viagens pro exterior? 600 contatos no Facebook? O amor daquele cara, aquele mesmo, que parece perfeito pra gente? No fundo, não sabemos nada.

No fundo (bem lá no fundo) nos comportamos como criancas desprotegidas ainda. E queríamos sim alguém que nos buscasse no final do expediente e perguntasse como foi nosso dia. Alguém pra trocar as lâmpadas. Um pé pra esquentar o nosso na cama quando faz muito frio lá fora. Dois braços a mais pra ajudar com as compras. Aquela ajuda pra lavar os pratos que ficam jogados esperando ansiosamente pela liberdade. Não é fácil, nós, mulheres modernas, sabemos. Porque aparentamos algo que, no fundo, sabemos que não somos. Nao me leve a mal, não somos mentirosas ou falsas: apenas nos adaptamos ao molde. Somos independentes, fortes, maduras e sabemos o que queremos SIM. Tivemos pais que nos criaram pro mundo e não temos medo da vida. Enfrentamos. Mas também temos um coração, por mais que ele fique de lado nessa correria toda. E toda vez que ele é reativado, essas perspectivas vêm à tona.

Por trás dessa fortaleza toda, sempre tem algo de frágil. Que não pode ser mostrado. Que não deve ser revelado. E daí, me pergunto, se, como disse John Donne, "Nenhum homem é uma ilha" porque nós, mulheres modernas teríamos que ser??? Nao é errado precisar de alguém. Contar com alguém. Dividir. Por mais que a gente saiba, quando deita a cabeça no travesseiro, que a vida pode ser muito cruel. Até mesmo com os bem-intencionados. Agora durma-se com um barulho desses (mas só lá no fundo).

2 comentários:

  1. Super mulher moderna - não aguento mais esta mentira - me fizeram de palhaça.

    Hoje, vivo só, mal amada, f***** ferrada e mal paga por acreditar nestas mentiras.

    Antes tivesse dado mole para um Homem dentre tantos que desejei e tivesse casado, formado uma família.

    Que fria que eu entrei-dói demais...

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  2. Antes tivesse casado, formado uma família.

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Grupo MSul04 "Performance Negra"