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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Identidade, intolerância e as diferenças no espaço escolar: questões para debate



                                                 http://www.youtube.com/watch?v=clS0a02UvCU


Numa  abordagem antropológica, a identidade é uma construção que se faz com atributos culturais, isto é,  ela se caracteriza pelo conjunto de elementos culturais adquiridos pelo  indivíduo através da herança cultural. A identidade confere diferenças aos grupos humanos. Ela se evidencia  em termos da consciência da diferença e do contraste do outro.
Ao longo de nossa história, na qual a colonização se fez presente, a escravidão e o autoritarismo  contribuíram para o sentimento de inferioridade do negro brasileiro. A ideologia da degenerescência do mestiço, o ideal de branqueamento e  o mito da democracia racial   foram os mecanismos de dominação ideológica  mais poderosos já produzidos no mundo, que permanecem ainda no imaginário social, o  que dificulta a ascensão social  do negro, pois este é visto como indolente e incapaz intelectualmente.
A política de branqueamento que caracterizou o racismo no Brasil foi gerada por ideologias e pelos estereótipos de inferioridade e/ou superioridade raciais. A ideologia do branqueamento teve como objetivo propagar que não existem diferenças raciais no país e que todos aqui vivem de forma harmoniosa, sem conflitos (mito da democracia racial).  Além desses aspectos, projeta uma nação branca que, através do processo de miscegenação, irá erradicar o negro da nação brasileira, supondo-se, assim, que a opressão racial acabaria com a raça negra pelo processo de branqueamento. Essa tese é apresentada pelo Brasil ao mundo.
Gilberto Freire foi um dos pioneiros desse  “ mito da democracia racial”  apregoando que existe, no Brasil, a igualdade de oportunidades para brancos, negros e mestiços. A disseminação desse mito  permitiu esconder as desigualdades raciais, que eram constatadas nas práticas discriminatórias de acesso ao emprego, nas dificuldades de mobilidade social da população negra, que ocupou e ocupa até hoje os piores lugares na estrutura social, que freqüenta as piores escolas e que  recebe remuneração inferior à do branco pelo mesmo trabalho e tendo a mesma qualificação profissional. A falta de conflitos étnicos não caracteriza ausência de discriminação, muito pelo contrário, o silêncio favorece o “status quo” que,  por sua vez, beneficia a classe dominante.
O movimento negro vem denunciando com freqüência o tratamento discriminatório recebido pelos negros, lutando não só para eliminar as políticas de inferiorização com respeito às diferenças raciais, mas também pela igualdade de oportunidade, que é a ética da diversidade.
O nosso cotidiano escolar está impregnado do mito da democracia racial – um dos aspectos da  cultura da classe dominante  que  a escola transmite-,  pois representa as classes privilegiadas e não a totalidade da população, embora haja contradições no interior da escola que possibilitam problematizar essa cultura hegemônica, não desprezando as diversidades culturais trazidas pelos alunos. Assim, apesar de a escola inculcar o saber dominante, essa educação problematizadora poderia tornar mais evidente a cultura popular.
A proposta de uma educação voltada para a diversidade  coloca a todos nós, educadores, o grande desafio de estar  atentos às diferenças econômicas, sociais e raciais e de buscar o domínio de um saber crítico que permita interpretá-las.
Nessa proposta educacional será preciso rever o saber escolar e também investir na formação do educador, possibilitando-lhe uma formação teórica  diferenciada da eurocêntrica. O currículo monocultural até hoje divulgado deverá ser revisado e a escola precisa mostrar aos alunos que existem outras culturas. E a escola terá o dever de dialogar com tais culturas e reconhecer o pluralismo cultural brasileiro.
Talvez pensar o multiculturalismo fosse um dos caminhos para combater os preconceitos e discriminações ligados à raça, ao gênero, às deficiências , à idade e à cultura, constituindo assim uma nova ideologia para uma sociedade como a nossa que é composta por diversas etnias, nas quais as marcas identitárias,  como cor da pele, modos de falar, diversidade  religiosa, fazem a diferença em nossa sociedade.  E essas marcas são definidoras de mobilidade e posição social na nossa sociedade.
Nós, como educadores, temos a obrigação não só de conhecer os mecanismos  da dominação cultural, econômica, social e política, ampliando  os nossos conhecimentos antropológicos, mas também de perceber as diferenças étnico-culturais sobre essa realidade cruel e desumana.
Olhar a especificidade da diferença é instigá-la e vê-la no plano da coletividade. Pensar numa escola pública de qualidade é pensar na perspectiva de uma educação inclusiva. É questionar o cotidiano escolar, compreender e respeitar o jeito de ser negro, estudar a história do negro e assumir que a nossa sociedade é racista. Construir um currículo multicultural é respeitar as diferenças raciais, culturais ,étnicas, de gêneros e outros. Pensar num currículo multicultural é opor-se ao etnocentrismo e preservar valores básicos de nossa sociedade.
Se a educação está centrada na  dominação cultural  da elite  branca,  o  multiculturalismo - por ser uma estratégia de orientação educacional para os problemas das diferenças culturais na instituição escolar - reconhece a alteridade e o direito à diferença dos grupos minoritários, como negros, índios, homossexuais, mulheres, deficientes físicos e outros, que se sentem excluídos do processo social. Portanto, deve ser uma teoria a ser propagada.
Segundo o Prof. Kabengele Munanga, a identidade é para os indivíduos a fonte de sentidos e de experiência. Toda identidade exige reconhecimento, caso contrário ela poderá sofrer prejuízos se for vista de modo limitado ou depreciativo.
A realidade que enfrentamos hoje é perversa. Olhamos  crianças miseráveis perambulando pelas ruas das  grandes cidades, vemos pela TV e jornais o sofrimento de crianças afegãs, meninas sendo prostituídas no Brasil e na Ásia e em outros países, massacres que transformam a segurança dos poderosos em insegurança para todos nós. Ninguém exige respostas para tantas desgraças, mas de todos nós exigem um comprometimento pessoal por uma humanidade mais justa e solidária.  Curiosamente sempre estamos procurando um culpado por todos esses problemas. Além disso,  podemos observar no nosso cotidiano flagrantes e atitudes preconceituosas nos atos, gestos e falas. E, como não poderia ser diferente,  acontece o mesmo no ambiente escolar.
Nessa proposta multicultural,  a escola poderá  elaborar um currículo que permita  problematizar a realidade. Mesmo não sendo o único espaço de integração social,  a escola poderá possibilitar a consciência da necessidade dessa integração, desde que todos tenham a oportunidade de acesso  a ela e possibilidade de nela permanecer.
A educação escolar  ainda é um espaço privilegiado para crianças, jovens  e adultos das camadas populares terem acesso ao conhecimento científico e artístico do saber sistematizado e elaborado, do qual a população pobre  e negra  é excluída por viver num meio social desfavorecido.
A escola é o espaço onde se encontra a maior diversidade cultural e também é o local mais discriminador. Tanto é assim que existem escolas para ricos e pobres, de boa e má qualidade, respectivamente.  Por isso trabalhar as diferenças é um desafio para o professor, por ele ser o mediador do conhecimento, ou melhor, um facilitador do processo ensino- aprendizagem. A escola em que ele foi formado e na qual trabalha é reprodutora do conhecimento da classe dominante, classe esta, que dita as regras e determina o que deve  ser transmitido aos alunos. Mas, se o professor for detentor de um saber crítico, poderá questionar esses valores e saberá extrair desse conhecimento o que ele tem de valor universal.
Na maioria dos casos, os professores nem se dão conta de que o país é pluriétnico e que a escola é o lugar ideal para discutir  as diferentes culturas, e  suas contribuições  na formação do nosso povo.  Eles também ignoram que muitas vezes as dificuldades do aluno advêm do processo  que está relacionado à sua cultura, tão desrespeitada ou até ignorada pelos professores.
A nossa escola é baseada numa visão eurocêntrica, contrariando o pluralismo étnico-cultural e racial da sociedade brasileira. E os educadores e responsáveis pela  formação de milhares de jovens na sua grande  maiorias são vítimas dessa educação preconceituosa, na qual foram formados e socializados. Esses educadores não receberam uma formação  adequada para lidar com as questões da diversidade e com os preconceitos na sala de aula e no espaço escolar.
A pequena quantidade de alunos negros nas escolas é resultado, na realidade, da desigualdade praticada pela instituição escolar e pelo próprio processo de seu desenvolvimento educacional. Também a prática seletiva da escola silencia sobre  as diferenças raciais  e sociais, provocando a exclusão do aluno de origem negra pobre, dos portadores de necessidades especiais e  de outros.
Trabalhar igualmente essas diferenças não é uma tarefa fácil para o professor, porque para lidar com elas é necessário compreender como a diversidade se manifesta e em que contexto. Portanto, pensar uma educação escolar que integre as questões étnico-raciais significa progredir na discussão a respeito das desigualdades sociais, das  diferenças raciais e outros níveis e no direito de ser diferente, ampliando, assim,  as propostas curriculares do país, buscando uma educação mais democrática.
Embora saibamos que seja impossível uma escola igual para todos, acreditamos que seja possível a construção de uma escola que reconheça que os alunos são diferentes, que possuem uma cultura diversa e que repense o currículo, a partir da realidade existente dentro de uma lógica de igualdade e de direitos sociais. Assim,  podemos deduzir que a exclusão escolar  não está relacionada somente com o fator econômico, ou seja, por ser um aluno de  origem pobre, mas também pela sua origem étnico-racial. 
 ELIANA DE OLIVEIRA
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Bibliografia:
GIROUX, Henry  A . Cruzando as fronteiras do discurso educacional: novas políticas em educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999
GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira & SILVA, Petronilha B. Gonçalves e. O jogo das diferenças: Multiculturalismos e seus contextos.  Belo Horizonte: Autêntica, 1998
MUNANGA, Kabengele. O preconceito racial no sistema educativo brasileiro e seu  impacto noprocesso de aprendizagem do “alunado negro”. IN: Utopia e democracia na Escola Cidadã. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal de RGS, 2000.
PIERUCCI, Antônio Flavio. Vivendo o proconceito em sala de aula IN: Diferenças e preconceitos naescola alternativas teóricas e praticas. São Paulo: Summnus, 1998
Ciladas da diferença. Tempo Social, 1990.  
       
Veja ainda os links:


   








SEMINÁRIO - FENEFRA-ES

SEMINÁRIO

CONVITE
Reproduzir, preencher a ficha, enviar via e-mail e coletar assinaturas, para o dia 03/09.

AS ENTIDADES, ORGANIZAÇÕES E INSTÂNCIAS AFROS GOVERNAMENTAIS, PARTIDÁRIAS, SINDICAIS, OS MOVIMENTOS E ENTIDADES NEGRAS DA SOCIEDADE  CIVIL:  RESULTADOS EFETIVOS DE POLÍTICAS IMPLEMENTADAS DE COMBATE AO RACISMO E PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL NO ESPÍRITO SANTO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS.

Dia 03 de setembro de 2011 (sábado) – 08h às 18 horas - Auditório do Andar Superior do Instituto Federal de Educação – IFES – Jucutuquara – Vitória-ES.

OBJETIVO
Conhecer as Estruturações, Concepções, Atuações e as Relações, entre as Estruturas Governamentais Afros (secretarias, coordenadorias, gerências, assessorias, departamentos, conselhos), as Instâncias Partidárias e Sindicais de Combate ao Racismo (secretarias de combate ao racismo, movimentos negros partidários), as Organizações Religiosas Cristãs Afros (APNs), de Vinculações Partidárias (organizações negras composta por maioria de um partido) e as Entidades Negras Autônomas e Interdependentes da Sociedade Civil, para descobrir por meio do diálogo, a forma de encarar o desafio, que é o fortalecimento do Movimento Negro Capixaba na perspectiva da construção sólida, possibilitando conquistas nas Implantações de Estruturas (secretarias, coordenadorias, núcleo e comissões de estudos afro-brasileiros, entre outras), para dar suporte nas Implementações de Ações Afirmativas e Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial no Espírito Santo, como também ampliação do número de representantes em Casas de Leis e Governos Municipais nas Eleições de 2012.

COMO PARTICIPAR
PRAZO DE INSCRIÇÃO – 02 a 24 de agosto com direito a certificado de 20 horas. Inscrições feitas após dia 24/08 somente fornecimento de declaração.

TAXA DE PARTICIPAÇÃO – GRATUITA (aceitamos colaboração financeira, para cobrir despesas do seminário)

COMO E ONDE SE INSCREVER – Preencher o cupom no final do convite e enviar via pelo e-mail (fsocialnegro.es@gmail.com) dentro do prazo.
CERTIFICADO ENTREGUE NO FINAL DO SEMINÁRIO – 20 horas

FORNECIDO PELA ORGANIZAÇÃO DO SEMINÁRIO – Textos dos Palestrantes e outros – palestras – certificados e lanches.

FORMATO – Se inscrever via e-mail - estudar textos de Amauri Pereira e outros sobre o tema – participar do seminário até o final dos trabalhos.

REQUISITO – Além dos estudos dos textos, coleta de no mínimo dez (10) assinaturas do abaixo-assinados anexo e entregar até o dia 03/09 no ato do credenciamento.
INFORMAÇÕES: 9995-1907.

PROGRAMAÇÃO
Dia 03 de setembro de 2011 (sábado) – Auditório do Andar Superior do Ifes – Jucutuquara – Vitória-ES. De 13 às 19 horas.

13 horas – Credenciamento e Entrega Abaixo-Assinados
13h30 às 14h15 – Os Desafios do Movimento Negro e Aliados para Implementações de Ações Afirmativas e Políticas Públicas de Combate ao Racismo e Desigualdade Sociorracial no Brasil República.
Palestrante – Amauri Mendes Pereira – Militante do Movimento Negro, Ex-presidente do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras – e Professor de Sociologia na Universidade Estadual da Zona Oeste – UEZO-RJ.
14h15 às 15 horas
Debatedores/as Convidados/as – Representantes de Instâncias Afras Governamentais (gerências, assessorias, comissões de estudos - CEAFROs, núcleos de estudos – NEABs,  conselhos de negros/as). Até 10 minutos cada exposição de Instância.
15 horas às 15h30 – Plenária                  
Secretaria -
Relator/a –
15h30 às 16h10 – Os Desafios das Organizações e Entidades do Movimento Negro do Espírito Santo e Aliados para Implementações de Ações Afirmativas e Políticas Públicas de Combate ao Racismo e Desigualdade Sociorracial.
Expositores/as Convidados/as – Representantes de Instâncias Afros Sindicais e Partidárias de Combate ao Racismo, Organizações de Negros/as Com Vinculações Partidárias, de Religiosidades Cristãs e Entidades Negras da Sociedade Civil Autônomas e Interdependentes. Até 10 minutos cada exposição de Instância.
16h10 às 16h40
Debatedor - Amauri Mendes Pereira
16h40 às 17h10 –  Plenária
Secretaria:
Relator/a:
17h10 às 17h20 - Café

17h20 às 18h
ELEIÇÕES 2012 - Exposição para Organização de Campanha de Negros/as nas Eleições de 2012 com Indicativos para Estruturação de Projeto Estadual de Campanha
18 horas às 18h30  – Plenária (discernimento de dúvidas e contribuições)
Secretaria:
Relator/a:
18h30 às 19 horas - Encaminhamentos e Encerramento do seminário.


FÓRUM ESTADUAL DE ENTIDADES NEGRAS-FENEGRA-ES / CENTRO DE ESTUDOS DA CULTURA NEGRA NO ESPÍRITO SANTO – CECUN / SECRETARIA ESTADUAL DE COMBATE AO RACISMO DO PT-ES / COORDENAÇÃO NACIONAL DE ENTIDADES NEGRAS – CONEN-ES / CENTRO NACIONAL DE RESISTÊNCIA E AFRICANIDADE AFRO BRASILEIRA-ES / BANDA DE CONGO UNIDOS DE BOA VISTA / ASSOCIAÇÃO DE DESPORTOS E CULTURAL CAPOEIRA PALMARES / ORGANIZAÇÃO DA JUVENTUDE NEGRA – NAÇÃO ZUMBI – OJAB / MOVIMENTO NEGRO ESTADUAL DO PMDB-ES


Preencher e enviar para e-mail - fsocialnegro.es@gmail.com

Nome:                                                                                              Sexo:          Idade:            Cor:

Endereço-                                                                Nº             Bairro-

Cidade-                                                    Estado-      

Nível de Escolaridade -                                          Formação-

Área de Atuação Profissional -                                                         E-mail -

Atua em qual Movimento Social?
Está Representando Qual Entidade no seminário?


PELA PROMOÇÃO DO POVO NEGRO CAPIXABA
                                                 
2011 – ANO INTENACIONAL PARA PROMOÇÃO AFRODESCENDENTES - ONU
13 DE MAIO – DIA NACIONAL DE DENÚNCIA DO RACISMO

EXCELENTÍSSIMO GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
RENATO CASAGRANDE

Nós, abaixo-assinados/as, brasileiros/as e eleitores/as, participantes de Conferências, Encontros, Seminários, Plenárias e Reuniões de construções das demandas propositivas para a Promoção da Igualdade Racial no estado, somos solidários as históricas e justas reivindicações de Ações Afirmativas e Políticas Positivas de combate ao racismo e desigualdade sociorraciais apresentadas pelo Movimento Negro Capixaba, conforme a solicitação de audiência protocolada em palácio no dia 31 DE MARÇO DE 2011.

Senhor Governador, o segmento populacional de negros (pretos e pardos) corresponde 57,15 (cinqüenta e sete por cento) do total da população do estado, que é de 3.530.234 (três milhões, quinhentos e trinta mil, duzentos e trinta e quatro) habitantes. (fonte: IBGE/PND 2007 - IJSN). Segundo pesquisas do IPEA sobre educação e rendimento econômico, embora brancos e negros tenham melhorado em renda nos últimos dez (10) anos, a desigualdade entre ambos continua inalterada por ausência de políticas públicas transversais e específicas raciais.

Considerando o quadro de desigualdade provocado pelos 388 anos de trabalho escravo e 123 anos de racismo pós-abolição, vimos por meio deste abaixo - assinados pedir em curto prazo:
1-     urgente audiência do Movimento Negro Capixaba com V. EXª., conforme solicitação feita no dia 31/03/2011;
2-     Regulamentações e Implementações da Lei Estadual 7.723/2004 e o Plano Estadual para Promoção da Igualdade Racial no Espírito Santo;
3-     criação de uma Secretaria ou Coordenadoria para Promoção da Igualdade Racial, para efetuações de implementações de políticas  transversais de recortes raciais, como também especificas positivas nas diversas Secretarias de Governo;
4-     Regulamentação e Implementação do Plano das Diretrizes Curriculares sobre Educação e Ensino das Relações Étnicorraciais – Lei 10.639/2003 nas Redes de Ensino no Espírito Santo;
5-     Recortes Raciais de 50% (cinqüenta por cento), para negros/as nos sistemas de cotas sociais já adotados pela UFES e IFES.
Vitória, ES, 13 de maio de 2011.

ASSINATURA                                                MUNICÍPIO                          Nº CART. IDENTIDADE







ABAIXO-ASSINADOS PARA O GOVERNADOR CASAGRANDE

ASSINATURA                                           MUNICÍPIO                              Nº CART. IDENTIDADE









segunda-feira, 1 de agosto de 2011


    Pró-Equidade de Gênero e Raça - 4ª Edição.

    banner4ª.jpg
    1 - Apresentação: 
    • O Programa Pró-equidade de Gênero e Raça objetiva promover a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas organizações públicas e privadas e instituições por meio do desenvolvimento de novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional.

    • As empresas e organizações públicas e privadas desenvolvem o programa durante 12 meses (execução do Plano de Ação). Para receberem o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça é preciso que obtenham o mínimo de 70% de execução das ações pactuadas e qualitativamente obter um desempenho satisfatório ou muito satisfatório.

    • O Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça representa o reconhecimento do trabalho feito pelas organizações no desenvolvimento cotidiano de novas concepções de gestão de pessoas e cultura organizacional para alcançarem a equidade entre homens e mulheres no mundo do trabalho, eliminando todas as formas de discriminação, evidenciando publicamente o compromisso da organização com a equidade de gênero e etnicorracial na promoção da cidadania e a difusão de práticas exemplares no mundo do trabalho para a efetivação da equidade.

    • O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é uma iniciativa do Governo Federal, que, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República – SPM/PR e do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, reafirma os compromissos de promoção da igualdade entre mulheres e homens inscrita na Constituição Federal de 1988, conta com o apoio da Entidade das Nações Unidas para Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e da Organização Internacional do Trabalho – (OIT - Escritório Brasil). 
     


    2 - Documentos para adesão e participação no programa 
    2 -  Edital
    4 -  Termo de Adesão 

    3 - Boletim Pró-Equidade de Gênero e Raça

    http://www.sepm.gov.br/subsecretaria-de-articulacao-institucional-e-acoes-tematicas/pro-equidade


     
     Banco de imagens  - Veja imagens das muitas ações e eventos da Secretaria de Políticas para as Mulheres:

    http://www.sepm.gov.br/noticias/pronunciamentos/banco_imagem


    Contribuição do amigo #MSUL.Warllon De Souza Barcellos  para o GrupoMSul04 "Performance Negra"

    A FORÇA DA MULHER

    http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=179155
    Formatacão  por: Irene cristina dos Santos costa

    Preconceito e discriminação. Tais palavras refletem com precisão algumas condutas, palavras e preceitos, dirigidos e relacionados com a participação da mulher na sua vida em família e em sociedade no Antigo Testamento. A mulher é forte. A prova disto encontra-se nos registros bíblicos, que nos revela a força com que superou as adversidades e a opressão de uma sociedade patriarcal e machista.





    FORÇA PARA VENCER OS PRECONCEITOS
    No Pentateuco (Gênesis a Deuteronômio), as mulheres são quase sempre identificadas por meio dos homens que são seus pais, maridos, filhos, etc.
    - Sara, Mulher de Abraão (Gn 16)
    - Rebeca, a esposa de Isaac (Gn 25)
    - Tamar, a nora de Judá (Gn 38)
    - Asenate, filha de potífera e mulher de José (Gn 41)
    - Zípora, filha de Jetro, mulher de Moisés, mãe de Gérson (Ex 2)
    - Eliseba, filha de Aminadabe, mulher de Arão(Ex 6)
    - Miriam, irmã de Arão (Ex 15)
    - Joquebede, a mãe de Moisés (Nm 26)
    Nos Livros Históricos (Josué a Ester), além de continuarem sendo identificadas pelos homens, a quem estão ligadas, elas tornam-se anônimas;
    - A concumbina anônima de Gedeão (Jz 8) - A filha anônima de Jefté (Jz 11)
    - A esposa anônima de Manuá (Jz 13 - 14)
    - A esposa anônima de Sansão (Jz 14)
    - A mãe anônima de Mica (Jz 17)
    - A esposa anônima de Finéias (1Sm 4)
    - A serva anônima que salvou Davi (2Sm17)
    - A esposa anônima de Jeroboão (IRs 14)
    - A viuva anônima de Serepta (1Rs 17)
    - A sunamita anônima (2Rs 4)
    - A empregada anônima e a esposa anônima de Naamã (2Rs 5)
    O valor de uma mulher era geralmente associado a sua capacidade de gerar filhos. Quando isto não acontecia, eram rejeitadas pela sociedade (2Sm 6.23, etc.).
    As mulheres só podiam ter um marido (1Sm 25.44), enquanto um homem podia normalmente possuir muitas mulheres (Gn 16; 25; 29; Jz 8.30; 2Sm 1.2; 1Sm 18.27;25.42-43; 2Sm5.13; 1Rs 3.1; 11.3).
    As mulheres eram consideradas propriedades dos homens (Nm 31.9; Dt 21.11-13; 1Sm 14.49-50; 2 Sm 3.2-5; 1 Rs 4.11-15; 2Rs 12.2).
    A Mulher não podia decidir com quem se casaria. A decisão era tomada pelos homens interessados (Jz 14.20; I Sm 25.44; 2Sm 3.15-16).
    As mulheres eram as maiores vítimas da violência sexual (Gn 34.1-2; Jz 19; 2 Sm13).
    Uma filha poderia ser vendida como escrava (Ex 21.7).
    O pedido de divórcio era exclusividade dos homens (Dt 24.1-4), que segundo as escolas dos Rabinos Akkiba e Hillel, poderia pedi-lo por qualquer motivo, banal que fosse.
    No caso de uma mulher ser estéril, poderia ceder uma escrava para dar filhos ao seu marido (Gn 16.1, 2). No caso de um marido estéril, o mesmo não acontecia.
    As mulheres só herdavam propriedades e bens dos maridos ou pais, na ausência de um herdeiro masculino (Nm 27.7-8).
    O voto de uma moça ou de uma mulher casada não tem validade, a não ser pelo consentimento do pai ou do marido, que podem também anulá-lo (Nm 30.4-17).
    A mulher viúva, visto que não se encontrava ligada a qualquer homem, era marginalizada pela sociedade (Sl 109.9). Seus filhos, apesar de terem mãe, eram considerados órfãos (Jó 24.9).
    As mulheres não comiam com os homens, mas ficavam em pé servindo-os à mesa.
    Era impróprio para um israelita falar com uma mulher na rua (Jo 4.27).
    No século II d.C., o Rabi Meir criou a seguinte oração “te agradeço ó Senhor, por não ter-me feito um gentio, um escravo, ou uma mulher”.

    FORÇA PARA INTERFERIR NA HISTÓRIA BÍBLICA DE MANEIRA DECISIVA
    Os preconceitos oriundos de uma cultura exclusivamente patriarcal e por vezes machista, não foram suficientemente capazes de ofuscar as brilhantes intervenções de mulheres, que protagonizaram vários momentos da história do povo de Deus;
    - Sifrá e Puá, as parteiras corajosas (Ex 1.15-17)
    - Joquebede, fé e objetivos claros (Ex 2.1-10)
    - Raabe, decisão firme e certa (Js 2)
    - Mical, livrando Davi da morte (1Sm 19.11-12)
    - Ester, beleza, inteligência e prudência a serviço do seu povo (Livro de Ester)
    - Ana, confiança e perseverança na oração (I Sm 1.10-18)

    FORÇA PARA FAZER A OBRA DE DEUS
    As mulheres foram, e continuam sendo usadas por Deus na realização das mais diversas atividades;
    · Profetisas
    - Miriam (Ex 15.20)
    - Débora (Jz 4.4)
    - Hulda(2Rs 22.14)
    · Musicista
    - Miriam (Ex 15.20)
    · Líder Nacional
    - Débora (Jz 4.4-9)
    · Intercessoras
    - Ana (1Sm 1.27) e Ana (Lc 2.36-37)

    FORÇA NO DESEMPENHO DE SUAS TAREFAS COTIDIANAS
    O termo “mulher virtuosa” de Provérbios 31.10ss, poderia ser traduzido por “mulher de força”, do hebraico esheth hail, conforme também Pv 12.4 e Rt 3.11.
    Essa força é claramente notada, pela maneira como ela cuida;
    - Dos negócios (Pv 36.13-19, 24)
    - Da sua casa (Pv 36.15; 27)
    - Dos seus filhos (Pv 36.21, 28)
    - Do seu marido (Pv 36.11-12, 23)
    - De si mesma (Pv 36.22, 25, 26)
    Por fim, pegando emprestado o texto de Esdras 10.4c, fazemos a seguinte exortação: Mulher de Deus; “…Sê forte e age!”


                                               http://www.youtube.com/watch?v=KjCUnw2DTh0


    BIBLIOGRAFIA

    LAFFEY, Alice L. Introdução ao Antigo Testamento Perspectiva Feminista. São Paulo: Paulus, 1994.
    ROPS, Henri Daniel. A Vida Diária nos Tempos de Jesus. São Paulo: Vida Nova, 1986.
    SELTZER, Robert M. Conhecimento Judaico. Rio de Janeiro: Séfer, 1990.
    VIEIRA, Antonieta Rosa. O Trabalho da Mulher Na Igreja. Rio de Janeiro,: Jeová Nissi,1999.
    VAUX, Roland de. Intituições de Israel no Antigo Testamento. São Paulo: Teológica, 2003.
    http://artigos.gospelprime.com.br/a-forca-da-mulher

    Nós do GrupoMSul04 "Performance Negra", destacamos ainda a for de ser mulher, no sentido pleno da feminilidade que a natureza lhe confere, capacidade e garra feminista.no papel de filha, esposa, mãe, irmã, amiga, profissional, poítica, mulher...
    Por Irene Cristina dos Santos costa, GrupoMSul04 "Performance Negra"

    domingo, 31 de julho de 2011

    NA PEGADA!
      10 mulheres negras de destaque
    Políticas, modelos, jornalistas, artistas... Seja qual for a profissão, elas influenciaram a sociedade por suas atitudes ou pioneirismo

    POR ANDRÉ REZENDE

    ISABEL FILLARDIS
    Ela é referência no quesito trabalho social, ajudando portadores de cuidados especiais através da campanha A Força do Bem (ela mesma é mãe de uma criança especial). Além disso, de sua preocupação com o meio ambiente nasceu a ONG Doe Seu Lixo, que auxilia na coleta seletiva revertendo lixo em fundos para as questões socioambientais.

    FOTO DIVULGAÇÃO/REPRODUÇÃO
    CHIQUINHA GONZAGA
    A compositora marcou época por sua postura forte diante de uma sociedade machista e preconceituosa. Chiquinha foi a primeira pianista de choro brasileira e autora da primeira marchinha carnavalesca (Ô Abre Alas, de 1899). Quer mais? Foi também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

    EMANUELA DE PAULA
    Seguindo os passos da inglesa Naomi Campbell, a jovem de 19 anos já é uma estrela nas passarelas do mundo inteiro. Descoberta no Shopping Recife Fashion, a pernambucana logo chamou a atenção pelos traços, cor e medidas perfeitas. É uma das "angels" da famosa grife de lingerie Victoria's Secret e cobiçada pelos principais estilistas do mundo.

    RUTH DE SOUZA
    Na década de 40, foi co-fundadora do Teatro Experimental do Negro (TEN) - uma nova forma de dramaturgia que ajudou na valorização e no descobrimento de muitos artistas negros. Aos 87 anos, Ruth tem vasta experiência na TV, cinema e teatro e é considerada uma das grandes damas da dramaturgia brasileira.
    BENEDITA DA SILVA
    Carioca, de 62 anos, ativista do movimento negro e feminista entrou para a história da política nacional como a primeira senadora negra do Brasil. É dela o projeto de lei da licença maternidade de 120 dias. Um símbolo da ascensão dos negros e mulheres na política brasileira.

    ELISA LUCINDA
    Atriz de TV, cinema e teatro, cantora, jornalista e escritora. Mas o que destaca essa versátil capixaba de 51 anos são os versos recheados de sensações do cotidiano. Elisa é considerada uma das mais talentosas poetisas brasileiras da atualidade. Promove saraus e criou a Associação de Estudo de Declamação.




    ZEZÉ MOTTA
    Estreou em 1967 na peça Roda Viva e ganhou fama internacional interpretando a escrava Xica da Silva no filme de mesmo nome, em 1976. Atriz, cantora e militante, foi uma das fundadoras do Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro (CIDAN), em 1984, como objetivo de abrir espaço para outros negros talentosos.

    FOTO MICHEL ÂNGELO/ RECORD
    LÉA GARCIA
    Uma das "crias" do Teatro Experimental do Negro, a experiente atriz foi estrela do filme Orfeu do Carnaval, ganhador da Palma de Ouro em Cannes e Oscar de melhor filme estrangeiro em 1958. Por sua atuação, ficou em segundo lugar na disputa de melhor atriz no badalado festival francês.

    TAÍS ARAÚJO
    Atriz, jornalista e muito talentosa, quebrou barreiras com apenas 17 anos ao ser a primeira atriz negra a protagonizar uma novela brasileira, Xica da Silva, em 1996, na TV Manchete. Em 2004, ganhou novamente o papel principal em Da Cor do Pecado, na Globo, fato até então inédito na emissora carioca.

    GLORIA MARIA
    Não foi a primeira, mas, sem dúvida,é a mais importante e respeitada jornalista da TV brasileira até o momento. Sua fama extrapolou os limites da profissão - com muitas reportagens especiais e viagens exóticas à frente dos mais importantes telejornais da Globo -, e hoje tem status de celebridade.


    Por GrupoMSul04 "Performance Negra"

    ABDIAS NASCIMENTO - HOMENAGENS PÓSTUMAS AO GRANDE LÍDER DO MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL

    Movimento negro perde Abdias Nascimento

    Morreu na manhã de terça-feira  do dia24 de maio de 2011, no Rio de Janeiro, Abdias Nascimento, grande ativista na luta contra o racismo e as desigualdades raciais no Brasil e no mundo. O paulista que nasceu na Franca, em 1914, cresceu em uma família pobre, porém muito organizada e carinhosa. Formou-se em contabilidade pelo Atheneu Francano, em 1929.

    Com 15 anos, alista-se no exército e vai morar na capital São Paulo. Na década dos 1930, engaja-se na Frente Negra Brasileira e luta contra a segregação racial em estabelecimentos comerciais da cidade. Prossegue na luta contra o racismo, organizando o Congresso Afro-Campineiro em 1938. Funda em 1944, o Teatro Experimental do Negro (TEM), entidade que patrocina a Convenção Nacional do Negro em 1945-46.A Convenção propõe à Assembléia Nacional Constituinte de 1946 a inclusão de políticas públicas para a população afrodescendente e um dispositivo constitucional definindo a discriminação racial como crime de lesa-pátria. À frente do TEN, Abdias organiza o 1º Congresso do Negro Brasileiro em 1950. Militante do antigo PTB, após o golpe de 1964, participa desde o exílio na formação do PDT. Já no Brasil, lidera em 1981, a criação da Secretaria do Movimento Negro do PDT. Na qualidade de primeiro deputado federal afrobrasileiro a dedicar seu mandato à luta contra o racismo (1983-87), apresenta projetos de lei definindo o racismo como crime e criando mecanismos de ação compensatória para construir a verdadeira igualdade para os negros na sociedade brasileira. Como senador da República (1991, 1996-99), continua essa linha de atuação.O Governador Leonel Brizola o nomeia Secretário de Defesa e Promoção das Populações Afrobrasileiras do Estado do Rio de Janeiro (1991-94). Mais tarde, é nomeado primeiro titular da Secretaria Estadual de Cidadania e Direitos Humanos (1999-2000). 
    No dia 10 de maio, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro lançou a 1ª edição do Prêmio Nacional Jornalista Abdias Nascimento, que marca atividades relativas ao Ano Internacional dos Afrodescendentes, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O prêmio visa estimular, anualmente, a cobertura jornalística qualificada sobre temas relacionados à população negra.

    À frente do TEN, Abdias organiza o 1º Congresso do Negro Brasileiro em 1950. Militante do antigo PTB, após o golpe de 1964, participa desde o exílio na formação do PDT. Já no Brasil, lidera em 1981, a criação da Secretaria do Movimento Negro do PDT. 

           
    Unegro lamenta morte do “mestre” 
    Abdias do Nascimento

    A Unegro (União de Negros Pela Igualdade) lamentou, em nota pública, a morte do líder negro Abdias Nascimento, a quem qualificou como “mestre” e um dos “maiores brasileiros de nossa história”. Abdias faleceu na manhã desta terça-feira (24), aos 97 anos, no Rio de Janeiro.
    Segundo a nota da Unegro, Abdias foi um “incansável militante do movimento negro”, que “dedicou sua vida no combate ao racismo, com seriedade, coragem e retidão”. Uma de seus principais legados foi ter valorizado “a contribuição civilizatória de matriz africana na construção da nação brasileira, até então sufocada pelos resquícios do racismo científico”. 

    NOTA DE FALECIMENTO DE ABDIAS NASCIMENTO     

    Rio de Janeiro, 24/05/2011 ‘        

    A União de Negros Pela Igualdade - UNEGRO manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do incansável militante do movimento negro ABDIAS NASCIMENTO. Dedicou sua vida no combate ao racismo, com seriedade, coragem e retidão.

    Abdias do Nascimento dá início à nova abordagem na trajetória de luta da população negra brasileira, incorporando a denúncia do mito da democracia racial, dando importância à solidariedade internacional entre os negros da diáspora e do continente mãe, resgatando e valorizando a contribuição civilizatória de matriz africana na construção da nação brasileira, até então sufocada pelos resquícios do racismo científico.     
    Consideramos que o mestre Abdias do Nascimento está entre os maiores brasileiros de nossa história. Incansável e abnegado lutador, merecedor da reverência de todo o povo brasileiro. Hoje está junto aos nossos ancestrais nos orientando na luta e na vitória.
    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=154908&id_secao=8        
     

    Presidente Dilma lamenta morte do baluarte negro Abdias Nascimento

    A presidente Dilma Rousseff divulgou nota de pesar pela morte do ativista do movimento negro Abdias Nascimento.

    Nota pela falecimento de Abdias nascimento 
    "O Brasil perdeu hoje um dos seus maiores líderes no combate à discriminação racial. O escritor, jornalista e parlamentar Abdias Nascimento foi, ao longo de toda a vida, um influente defensor dos direitos dos afrodescendentes e promotor da causa da igualdade racial. Sua atuação incansável contribuiu para a definição de importantes marcos institucionais na luta contra o racismo no Brasil e para a consolidação de políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade. Ao lamentar sua perda, transmito à família de Abdias Nascimento meu sentimento de sincera solidariedade. Estou segura de que seu legado continuará a inspirar a todos nós, brasileiros, a perseverar no caminho da igualdade e da justiça."    

    Presidente Dilma Rousseff

    A TV Vermelho homenageia um dos maiores defensores da cultura das populações afrodescendentes no Brasil com o vídeo A Construção da Igualdade, que traz depoimentos de acadêmicos, escritores, artistas sobre ações do movimento negro:



    Fonte: da redação, com agências
    http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=154940&id_secao=29


    Olívia Santana:  o legado do quilombola Abdias do Nascimento

    Em nota divulgada nesta quarta-feira (25), a coordenadora Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, Olívia Santana, homenageia o ativista político Abdias do Nascimento. 

    Segundo a coordenadora Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB, Abdias foi um “um homem absolutamente indignado com o racismo e comprometido com as causas libertárias do povo”. Olívia afirma que o legado de Abdias “manterá vivo e forte os esforços de construção de um país sem discriminação”.
    Nota de pesar

    O Brasil, especialmente a população negra brasileira, acaba de perder Abdias do Nascimento, líder político, ex-senador da República, intelectual, escritor, um homem absolutamente indignado com o racismo e comprometido com as causas libertárias do povo. Um militante destacado da luta internacional contra as desigualdades enfrentadas por negros na África e na diáspora.

    Nesse sentido, nos solidarizamos com familiares e amigos na certeza de que o legado do quilombola Abdias manterá vivo e forte os esforços de construção de um país sem discriminação, mais desenvolvido e capaz de promover a distribuição de renda para todo o povo.    
     
    Atenciosamente,
    Olívia Santana, coordenadora Nacional de Combate ao Racismo do PCdoB
     Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=154956&id_secao=8



    Falar de movimentos sociais etnicorraciais no Brasil, é falar de Abdias Nascimento, que foi incansável lutador pelas causas do negro  e afro descendentes, no combate contra o racismo.
    Sua morte foi uma perda para os movimentos sociais negros, porém, suas idéias e ações ficam para sempre no panorama das conquistas e aspirações da negritude no país.
    Por: PGrupoMSul04 "Performance Negra"