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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Alunos da Escola Antônio Acha (Mimoso do Sul) são destaque na Rede Gazeta durante visita em Monte Alegre



No mês em que se comemora a Consciência Negra, um grupo de alunos e professores da Escola “Antonio Acha” visitaram o distrito de Burarama, na Comunidade Monte Alegre, com o objetivo de conhecer um pouco mais da cultura afro brasileira.

NÃO IGNORE! SOMOS TODOS IGUAIS
Segundo a professora da disciplina de História, Geovana Azevedo, a Escola tem seguido a lei nº 10.639 que cuida da obrigatoriedade de trabalhar a cultura afro brasileira dentro das salas de aula. “Estamos desde o mês de março envolvidos no projeto “Não Ignore! Somos Todos Iguais” que culminou neste mês de novembro com a visitação à Comunidade Monte Alegre, local de extrema riqueza histórica e cultural”, disse a professora.

REDE GAZETA NA COMUNIDADE
A Comunidade Monte Alegre, além de contar com a visitação de 35 alunos da Escola, e das professoras Denizabel Fernandes, de Língua Portuguesa, Monica Maia, de Ciências e Matemática, Geovana Azevedo, de História e Luciene Floriano, supervisora escolar, também contou com a presença da Rede Gazeta, através do Programa Conexão Geral, uma equipe jornalística que ficou durante todo o dia e tarde na comunidade.
A gravação, que foi realizada no último dia 12 de novembro, foi ao ar no último domingo (20) durante o Programa Conexão Geral onde alunos e professores foram entrevistados.

CONHECIMENTO DE OUTRAS FORMAS DE MANIFESTAÇÃO CULTURAL
Segundo a professora Geovana, os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar na prática tudo o que foi comentado e explicado na sala de aula. “No encontro tiveram a oportunidade de conhecer e experimentar as comidas típicas do local, entender o significados das danças, da história que foi passada de geração para geração e valorizar as diferenças”, disse Geovana.


COMUNIDADE SUSTENTÁVEL
Os professores ficaram admirados com a sustentabilidade que a própria comunidade consegue manter. “Eles são empenhados, trabalham em projetos onde os próprios quilombolas produzem suas hortas e vendem as hortaliças em feiras. E as crianças em suas apresentações culturais recebem um valor onde parte dessa renda é destinada a elas, enfim, uma comunidade sustentável”, acrescentou a professora Geovana.

MOMENTO MARCANTE: O ABRAÇO NO JEQUITIBÁ
Após uma trilha pela floresta, um momento marcante que ficou na memória da equipe foi o abraço dos alunos na árvore Jequitibá, que possui mais de 500 anos. Durante o ato, os alunos fizeram uma oração direcionada aos cuidados com o meio ambiente.


          
   O TURISMO ÉTNICO  E A SUSTENTABILIDADE   NA PRESERVAÇÃO
 DA IDENTIDADE, DO ORGULHO NEGRO  E DO MEIO AMBIENTE
REGISTRADO EM VÍDEOS
As imagens foram registradas pelos próprios alunos e também pela equipe de reportagem da TV Gazeta- ES. E mostra uma síntese do que foi o passeio pela Copmunidade Quilombola de Monte Alegre... Fica registrada aqui a satisfação das crianças em conhecer concretamente um pouco da cultura afro de nossa região e vivenciá-la nesse passeio, que muito enriqueceu seus conhecimentos.
                                             Video feito à patir das gravações de um aluno.


Video feito pela TV Gazeta - ES
           

TEXTO: Renata Mofatti
FOTOS: Geovana Ernesto Pereira Azevedo
Fonte: http://www.mimosoonline.com.br
VIDEOS: Irene Cristina dos Santos Costa
Postado por Mônica Pontes da Costa Oliveira

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Debate da violência contra a mulher

A próxima sexta-feira, Dia Internacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, será marcada por atividades de conscientização em Cachoeiro de Itapemirim. Workshop sobre violência doméstica, distribuição de panfletos com orientações e serviços gratuitos são algumas das ações que serão realizadas a partir das 8h, na Praça Jerônimo Monteiro, no centro da cidade.

O workshop será ministrado pela coordenadora do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica Contra a Mulher (Nevid), a promotora de Justiça Sueli Lima e Silva. Ela vai orientar as participantes sobre as formas de combate à violência contra as mulheres e sobre os direitos garantidos a elas. Para participar da atividade, basta comparecer à tenda do evento, que deve começar às 10h.

Assistência jurídica e psicológica também será oferecida às participantes, gratuitamente. Estudantes de Direito e Psicologia do Centro Universitário São Camilo serão responsáveis pelos atendimentos. Quem passar pela praça durante as atividades vai receber folhetos que informam os mecanismos de denúncia de casos de violência contra a mulher. O evento é coordenado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes).



Postado por: Mônica Pontes da C. Oliveira

CRIANÇAS NEGRAS AINDA SÃO PRETERIDAS NA HORA DA ADOÇÃO

Três anos após a criação do Cadastro Nacional de Adoção, as crianças negras ainda são preteridas por famílias que desejam adotar um filho. A adoção inter-racial continua sendo um tabu: das 26 mil famílias que aguardam na fila da adoção, mais de um terço aceita apenas crianças brancas. Enquanto isso, as crianças negras (pretas e pardas) são mais da metade das que estão aptas para serem adotadas e aguardam por uma família.
Atualmente há 4,5mil crianças no Brasil esperando serem adotadas
Apesar das campanhas promovidas por entidades e governos sobre a necessidade de se ampliar o perfil da criança procurada, o supervisor da 1ª Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, Walter Gomes, diz que houve pouco avanço. “O que verificamos no dia a dia é que as família continuam apresentando enorme resistência [à adoção de crianças negras]. A questão da cor ainda continua sendo um obstáculo de difícil desconstrução.”
Hoje no Distrito Federal há 51 crianças negras habilitadas para adoção, todas com mais de 5 anos. Entre as 410 famílias que aguardam na fila, apenas 17 admitem uma criança com esse perfil. Permanece o padrão que busca recém-nascidos de cor branca e sem irmãos. Segundo Gomes, o principal argumento das famílias para rejeitar a adoção de negros é a possibilidade de que eles venham a sofrer preconceito pela diferença da cor da pele.
-Mas esse argumento é de natureza projetiva, ou seja, são famílias que já carregam o preconceito, e esse é um argumento que não se mantém diante de uma análise bem objetiva-, defende Gomes. O tempo de espera na fila da adoção por uma criança com o perfil “clássico” é em média de oito anos. Se os pretendentes aceitaram crianças negras, com irmãos e mais velhas, o prazo pode cair para três meses, informa.
Há cinco anos, a advogada Mirian Andrade Veloso se tornou mãe de Camille, uma menina negra que hoje está com 7 anos. Mirian, que tem 38 anos, cabelos loiros e olhos claros, conta que na rotina das duas a cor da pele é apenas um “detalhe”. Lembra-se apenas de um episódio em que a menina foi questionada por uma pessoa se era mesmo filha de Mirian, em função da diferença física entre as duas.
-Isso [o medo do preconceito] é um problema de quem ainda não adotou e tem essa visão. Não existe problema real nessa questão, o problema está no pré-conceito daquela situação que a gente não viveu. Essas experiências podem existir, mas são muito pouco perto do bônus-, afirma a advogada.
Hoje, Mirian e o marido têm a guarda de outra menina de 13 anos, irmã de Camille, e desistiram da ideia de terem filhos biológicos. “É uma pena as pessoas colocarem restrições para adotar uma criança porque quem fica esperando para escolher está perdendo, deixando de ser feliz.”
Para Walter Gomes, é necessário um trabalho de sensibilização das famílias para que aumente o número de adoções inter-raciais. “O racismo, no nosso dia a dia, é verificado nos comportamentos, nas atitudes. No contexto da adoção não tem como você lutar para que esse preconceito seja dissolvido, se não for por meio da afirmatividade afetiva. No universo do amor, não existe diferença, não existe cor. O amor, quando existe de verdade nas relações, acaba por erradicar tudo que é contrário à cidadania”, ressalta.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br
Postado por: Mônica Pontes da C. Oliveira

Cultura negra está cada vez mais presente entre os jovens

A cultura afro está, cada vez mais, presente no visual, nas preferência musicais, nos estudos e na religião dos jovens brasileiros. Os dados do Censo 2010, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstra que de 34 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos, 18,5 milhões se autodeclararam pretos e pardos. Dentre os adultos entre 25 a 59 anos, apenas 54 milhões dos 107 milhões dessa faixa etária se disseram pretos ou pardos.
De acordo com o sociólogo e professor do Decanato de Extensão Universitária da Universidade de Brasília (UnB) Ivair Augusto Alves dos Santos, o movimento de resgate cultural negro começou na década de 1950. “Em 1970, a mudança foi física, ou seja, na aparência, com o movimento Black Power. Na década de 2000, a mudança é política e envolve o debate de ações afirmativas”. Santos atribui esse movimento impulsionado pela juventude às transformações tecnológicas, uma vez que os jovens negros de hoje têm mais possibilidades. “Se compararmos as possibilidades, vemos que são maiores. Você tem grupos de música que conseguem atingir grandes massas, tem mais informações também.”
A cabeleireira Rosemeire de Oliveira, de 32 anos, aponta uma mudança de mentalidade no país, lembrando que, antigamente, ninguém falava sobre “o que é ser negro”. Ela trabalha em um salão afro de Brasília há 12 anos. A maioria dos clientes, segundo ela, são os jovens. “Teve uma época que ser negro era moda. Agora, os negros realmente estão se assumindo e aprendendo a se gostar mais”.
O percussionista baiano Ubiratã Jesus do Nascimento, de 40 anos, conhecido como Biradjham, cresceu envolvido com a cultura negra. Há 25 anos trabalha com música e já tocou com bandas famosas da Bahia. Adepto do candomblé, Biradjham diz que os negros têm mais liberdade atualmente. "O movimento está mais forte. A mudança cultural vem de muito tempo, mas hoje tem mais força".
Fonte: http://www.brasil.gov.br

Postado por: Mônica Pontes da C. Oliveira

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O PRECONCEITO DO NEGRO E BRANCO

(Susana -3ºC)

A raça humana é única
Então mesmo sendo negro, branco, rosa, azul, amarelo, vermelho, laranja.
Podemos fazer a diferença
Com valor e carinho
É o negro que não é respeitado
Temos que ter respeito por todos
Não podemos julgar pela cor negra
Faz parte da vida, da família
Vamos ter compaixão pelos outros.
Pelo menos tentar
Então se você é racista, não seja mais, o negro, o branco, fazem parte do seu coração.

CONSCIÊNCIA NEGRA

(Jennifer – 3ºC)
Consciência negra
O olhar do negro
Nega tudo
Com carinho transborda
Ilusão de um mundo melhor
Entenda tudo o que passa pelos seus sonhos
Notando cada erro
Saudade de voltar
Na vida com respeito
E esperar uma vida boa
Garantindo um futuro
Respeito cada pessoa que passa pelo seu caminho.
Amando sempre esta estrada.

http://www.caestamosnos.org/rev_pequenospoetas/Consciencia_Negra.htm

NÃO DÁ PRA SER FELIZ

(Jaqueline )

Consciência negra
Muita amizade
Consciência negra
Já trouxe tragédia
 
Consciência negra
Tem que ter carinho
Os racistas não vão ter
Porque eles não querem
 
Você tem que fazer
O que Deus escolher
Não tem que trazer a ruindade
Só tem que trazer a felicidade.
 
Mas não dá
Os racistas
Não deixam
A gente ser feliz.



http://www.caestamosnos.org/rev_pequenospoetas/Consciencia_Negra.htm


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CAMPANHA "POR UMA INFÂNCIA SEM RACISMO"


Participe da campanha Por uma infância sem racismo divulgando as mensagens da iniciativa.  Entre em contato conosco para obter as peças em alta resolução e saber como participar das ações de divulgação.
  • Acompanhe e divulgue a campanha no Twitter
Participe deste debate e  acompanhe a campanha por meio do perfil do UNICEF no Brasil: @unicefbrasil ou de #infanciasemracismo
  • Baixe aqui o folder da campanha
  • Publique o selo eletrônico da campanha

Publique o selo da campanha no seu site ou blog com a URL www.infanciasemracismo.org.br
  • Distribua banners e cartazes
Ajude a divulgar as peças da campanha:
  • Veja e divulgue o vídeo da campanha
Assista e divulgue o vídeo da campanha. Você pode baixar o arquivo clicando aqui.

                                                    Versão completa do vídeo 

  • Vista esta ideia!



Nós,  do Grupo MSUL04 "Performance Negra" , abraçamos essa ideia... Junte-se a nós nessa campanha! Divulgue também!

Por: Irene Cristina dos Santos Costa

CONSCIENCIA NEGRA - 20 DE NOVEMBRO

 

        Dia da Consciência Negra e o herói chamado Zumbi



Zumbi líder do quilombo dos Palmares
Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência antiescravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. "Zumbi" significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.
O nome Palmares foi dado pelos portugueses, em razão do grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje, estado de Alagoas. Os que lá viviam chamavam o quilombo de Angola Janga (Angola Pequena). Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelo colonizador. Os quilombos, que na língua banto significam "povoação", funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.
O Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695. No Quilombo de Palmares (o maior em extensão), viviam cerca de vinte mil habitantes. Nos engenhos e senzalas, Palmares era parecido com a Terra Prometida, e Zumbi, era tido como eterno e imortal, e era reconhecido como um protetor leal e corajoso. Zumbi era um extraordinário e talentoso dirigente militar. Explorava com inteligência as peculiaridades da região. No Quilombo de Palmares plantavam-se frutas, milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas. Em meados do século XVII, calculavam-se cerca de onze povoados. A capital era Macaco, na Serra da Barriga.
A Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, vulto de triste lembrança da história do Brasil, foi atribuído a tarefa de destruir Palmares. Para o domínio colonial, aniquilar Palmares era mais que um imperativo atribuído, era uma questão de honra. Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho começou a empreitada que levaria à derrota de Macaco, principal povoado de Palmares. Segundo Paiva de Oliveira, Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695, vítima da traição de Antônio Soares. “O corpo perfurado por balas e punhaladas foi levado a Porto Calvo. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife onde, foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo”.
O Quilombo dos Palmares foi defendido no século XVII durante anos por Zumbi contra as expedições militares que pretendiam trazer os negros fugidos novamente para a escravidão. O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
Amélia Hamze
Profª da FEB/CETEC
ISEB/FISO-Barretos
ahamze@uol.com.br
Sociologia - Brasil Escol

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Diversidade cultural, variadas expressões populacionais e etnias, e muita indignação na 2ª Conferência Estadual da Juventude

Prevista como um momento de discussão e apresentação de propostas para melhores políticas públicas direcionadas à juventude brasileira, a II Conferência Estadual da Juventude, realizada em Aracruz-ES, nos dias 27, 28 e 29 de outubro, se transformou num Evento de revolta, protestos e indignação.


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A Conferência da Juventude, acontecida no SESC de Praia Formosa, município de Aracruz – ES, no último final de semana de outubro, reuniu mais de quinhentos jovens provenientes de todas as regiões do Estado, representantes das mais variadas etnias, culturas, manifestações populares e grupos de vivência da sociedade brasileira. Comunidades indígenas, etnologias, grupos temáticos, adversidades, tendências culturais foram representadas na Conferência onde as discussões caminharam quase todo o tempo para a insatisfação, não pela atual situação em que vive essa juventude sedenta de políticas dos Governos pela melhoria das mais diversas situações inerentes aos jovens, mas pelo que seria uma desorganização notória do Evento, e principalmente a ausência inaceitável, não justificada, do representante maior do Governo do Estado, tão esperado neste importante momento de discussões e entendimentos dessas situações.
Houve enorme polêmica na Plenária em relação ao processo de Eleição de Delegados para a Conferência Nacional que será em Brasília-DF de 09 a 12 de dezembro próximo. Num dos momentos mais tensos alguns chegaram a rasgar seus crachás como forma de protesto. Denúncias abertas entre centenas de jovens no Auditório do SESC onde as palestras, conversações e votações ocorriam acusavam a intenção de favorecimento da região metropolitana da Grande Vitória, na qual estão os municípios de Cariacica, Vila Velha, Viana, Serra e a capital do Estado nas vagas para Delegados, na Conferência Nacional, previstas no Artigo 14 do Regulamento, “desmerecendo” assim as demais regiões do Espírito Santo somando 73 outros municípios. O clima de revolta resultou em muitas críticas à Comissão Organizadora Estadual (COE) massacrada perante a Plenária pelo atraso excessivo dos trabalhos, já iniciados na recepção e acomodação dos participantes.
Algumas autoridades estiveram presentes na Mesa de Abertura e fizeram colocações que até receberam apoio dos presentes; a exemplo, o Deputado estadual “Da Vitória” que propôs a criação de uma Comissão Especial junto à Assembléia Legislativa para discutir as questões referentes à Juventude do nosso Estado, e que essa em breve se torne uma comissão permanente. O também deputado Professor Paulo se manifestou em favor de uma maior participação dos jovens nas decisões do Governo. E a Senadora Ana Rita enalteceu a diversidade de jovens presentes discutindo políticas públicas nesta Conferência, lembrando os muitos desafios das categorias ao longo dos anos. O senhor Darcy, representando uma organização da juventude a nível nacional informou que se aguarda a aprovação no Senado do Estatuto da Juventude. Enquanto que o Deputado Federal Paulo Foleto falou de avanços e como isso influenciou a juventude.
A representatividade da juventude
Thaynara Rodrigues de Freitas, 16 anos, do município de São Gabriel da Palha, deficiente visual, aluna da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio “São Gabriel da Palha”, duas vezes por semana sai de madrugada para viajar ao município de Colatina e frequentar um Centro de Reabilitação. Segundo a senhora Maria do Socorro Santana Reinoso, abilitadora de pessoas com deficiência visual, foi feito um pedido para que ela tivesse um professor especializado em seu município e a Escola onde a adolescente estuda alegou que não tinha profissional especializado na área de deficiência visual, e o Estado não facilitou. O que levou Thaynara a buscar atendimento em Colatina, saindo de madrugada em uma das vagas dos carros da Secretaria de Saúde do seu município, quando há essa possibilidade, pois Thaynara vende bjouterias que ela mesma produz para ajudar no custeio de transporte quando necessário e da sua alimentação. A própria adolescente teve a iniciativa de procurar a prefeitura por esse apoio. No entanto, a Campeã numa Competição de Xadrez adaptado para cegos, além de um terceiro lugar na Copa Brasil 2010, nesta modalidade, realizada no Rio de Janeiro e São Paulo, competindo com adultos experientes, é um grande exemplo de força da vontade de uma juventude que quer discutir e apresentar propostas aos Governos, lutando pelos seus direitos. Sua orientadora na mobilidade para caminhar sozinha, dona Maria do Socorro, informou o quanto a menina é esforçada e dedicada no que quer. “As bijoterias ela já faz com a grande habilidade desenvolvida para usar a língua... Agora ela vai também aprender a cozinhar... e já tem um namorado que também é cego rsrs” – falou a orientadora acompanhante, provocando risos em Thaynara que caminhava seguramente a nossa frente e dizia: “Vou casar com ele mais vai depender da sogra rsrs”.
Revolta pela ausência do Governador
Mestrando em Política Social na Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, Camila Valadão, Assistente Social, uma das palestrantes foi taxativa ao dizer: “É lamentável saber que as propostas apresentadas na I Conferência ficaram engavetadas em grandes empresas. Possivelmente foram parar em alguma mesa da Empresa Queirós Galvão” – Empresa que seria da família do Ex-Governador Paulo Hartung, também citado pela palestrante. Ao abordar uma triste realidade vivida no Espírito Santo, que se destaca pelo alto índice de mortalidade de jovens, Camila foi enfática ao criticar a ausência do Governador Casa Grande, o qual muitos garantiram que teria sido orientado pela Comissão Organizadora a não comparecer, a Assistente Social desabafou: “O Governador Casa Grande deveria sentir vergonha dessa situação que nosso Estado vive, e deveria estar aqui pra ouvir essa juventude”. Segundo Camila, das 20 cidades do Brasil com alto percentual de jovens mortos por assassinato, 4 estão no Espírito Santo, e destas o município da Serra é o líder.
Os índios também querem um país melhor
Os índios das Comunidades Pau Brasil e Caieiras Velha, descendentes dos Tupiniquins, estiveram representados pelos jovens Altieres, Josiane e Wander que foram lutar pelos diretos da juventude indígena, respeito ao meio ambiente e uma vida digna para todos. O jovem Altieres, que simpaticamente posou para uma foto, num bate papo também fez questão de se manifestar dizendo: “A Conferência está interessante, pena que não foi bem o que a gente esperava. Eu achava que os três da nossa delegação poderiam tentar ser eleitos para Conferência em Brasília, mas a Comissão fez a coisa de um jeito que só vai facilitar para as cidades da Grande Vitória e então só um de nós índios poderá ser eleito... Dentro dessas vagas pra ir pra Brasília já deveria ter vaga garantida para um índio e as outras a gente tentaria na votação... Nós somos um povo que sofre a muito tempo, não estamos sofrendo agora. Discriminação, morte, acabando com as moradias, com as tribos... Quando se fala em meio ambiente por exemplo, devia se começar falando dos índios” – desabafou Altieres, jovem, índio, querendo também lutar por mais políticas públicas em favor da juventude deste país.
Não há limites na luta pacífica por direitos
A deficiência física que limita o caminhar da jovem Dimítria Barbosa Mandeti Eto, de Aracruz, em nada a impediria de participar da Conferência, pois ela sabia que essa seria uma oportunidade ímpar de formulação de propostas que visam atender os mais variados anseios da nossa juventude. Dimítria esteve também participando da Conferência buscando ainda ser mais uma Delegada na Conferência Nacional onde pretende lutar pelos direitos e respeito para com as pessoas, principalmente os jovens, que pela limitação física encontram maiores dificuldades para trabalhar, estudar e terem uma vida mais digna. Com deficiência também na fala, num rápido bate papo fez-se entender muito bem ao dizer: “Quero sim lutar pelos deficientes, só nós é que sabemos o que um deficiente precisa”.
A decepção de um morador do município
Senhor Jucelino, que acompanhava a jovem Dimítria, em meio a muitas discussões na Plenária quanto à participação dos conferencistas, pediu pra fazer uso do microfone e desabafou: “Eu sou morador aqui de Aracruz, nós sediamos a Iª Conferência Estadual, que foi maravilhosa; agora que estamos também sediando a 2ª Conferência quero dizer que estou decepcionado ao ver tanto descaso de muitos jovens que vieram aqui pra fazer turismo e não estão participando discussões”.
Quem de fato estava na Conferência?
Pode-se dividir a Conferência Estadual da Juventude 2011 em três categorias de conferencistas: Os que foram para discutir os encaminhamentos das Conferências Municipais falando das necessidades e anseios da juventude espalhada por todo o Estado do Espírito Santo. Os que imbuídos de pretensões políticas abandonavam a Plenária e articulavam durante todo o tempo fazendo campanha para serem eleitos ou elegerem os Delegados que atenderiam os seus interesses pessoais ou políticos, na Conferência Nacional. E os desinteressados nas questões em geral, preocupados na maioria das vezes com a boa alimentação servida no Restaurante do SESC, bancada pelo Governo do Estado, e as horas e horas de lazer no Parque Aquático lá existente, além das inevitáveis paqueras e a diversão nas atrações culturais.
Momentos de lazer pra relaxar as tensões
Show de rock pop com Banda tocando ao vivo, momentos de expressão da cultura indígena com índios da região, e uma apresentação fenomenal da Bateria da MUG – Mocidade Unida da Glória, com duas meninas passistas encantando a todos com um samba no pé de fazer qualquer sambista adulta “cair o queixo”, dentre outras atrações, marcaram os momentos de lazer e descontração dos conferencistas, distribuídos entre as mais diversas identidades culturais, representados por estudantes, trabalhadores, ativistas culturais, jornalistas, artistas, Comunidade GLBT, ONGs, povos e etnias diversos, etc... bem mesmo a cara da população do Espírito Santo.
Mimoso do Sul participou da Conferência Estadual com 7 Delegados eleitos na Conferência Municipal, realizada pela Prefeitura através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Em Aracruz estiveram 6 representantes da Sociedade Civil e 1 representante do Poder Público do nosso município.
Fonte: http://www.mimosoonline.com.br
Postado por: Mônica Pontes da C. Oliveira