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quarta-feira, 14 de março de 2012

Estado, sociedade e cidadania.

Por Maria Aparecida R. Marques

O texto abaixo é um pequeno resumo do meu Fichamento

Fichamento  I

Módulo 4 - Estado e sociedade

Unidade 1 - Estado, sociedade e cidadania

M4U1-fich Maria Aparecida R. Marques


O tema abordado é  Estado, sociedade e cidadania. Segundo alguns estudos, pesquisas feitas na internet, no nosso município e nos materiais de apoio. O conceito amplo de cidadania está conectado e conjugado, porque encontra aí seus princípios básicos estruturantes, aos conceitos de democracia e de igualdade. A cidadania, no Estado democrático de direito, efetivada, oferece aos cidadãos, como iguais condições, o gozo atual de direitos, todos assistidos das garantias que permitem a sua eficácia, e a obrigação do cumprimento de deveres. Enquanto gestora busco contribuir para a consolidação de uma sociedade mais justa e cidadã, que respeite as diversidades dos colegas de trabalho, buscando uma participação efetiva nos processos de tomada de decisão.A partir deste curso, algumas reflexões(fórum) e com ajuda do material que nos foi enviado sugeri algumas mudanças para conseguirmos  trabalhar democraticamente.

Referência:


* MARSHALL, T. H. Cidadania, Classe Social e Status. Rio de Janeiro: Zahar, 1967.

* PAOLI, M. C. Empresa e Responsabilidade Social: os enredamentos da cidadania no Brasil.
In. SANTOS, B. S. (Org.) democratizar a Democracia: os caminhos da democracia
participativa. Rio de Janeiro: Record, 2002. p.373-418.

* DALLARI, D.A. Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14

domingo, 11 de março de 2012

Estado, sociedade e cidadania

Por : Irene Cristina dos Santos Costa

O texto abaixo resulta da leitura dos materiais teóricos afins relacionados com o desenvolvimento das políticas sociais, dos enfrentamentos de classes, da organização de grupos minuritários em movimentos e organizações sociais no desenrolar da história, levantando, alguns conceitos, exemplificando com recortes de textos base como forma de fundamentar a argumentação, bem como a inserção da visão pessoal (da autora) e local da realidade. Esta é uma atividade desenvolvida em forma de fichamento, mas podendo ser como fora realizada, em um texto único. (Leia e opine)

 
Fichamento 1

#MSUL. Irene Cristina dos Santos Costa

Módulo 4 - Estado e sociedade

Unidade 1 - Estado, sociedade e cidadania

• Resposta em texto único:


Tendo por finalidade (ou objetivo) desenvolver um estudo no que concerne à construção do conceito e entendimento de o que é cidadania e participação popular proativa no plano da ação do Estado em conjunto com a Sociedade. Far-se-á, pelo que pude observar na leitura dos textos afins, em um breve mergulho no panorama histórico político social brasileiro, vislumbrando as transformações que ocorreram no âmbito político econômico e social do país. Observa-se que cidadania, em se tratando de política de gestão pública moderna, se estabelece, primeiramente em nível histórico, com os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, ainda de que forma bastante contraditória à realidade, pois surgiram para reafirmar os interesses da burguesia em ascensão. Depois, no desenrolar das relações de produção e consumo, com a Revolução industrial e o surgimento do proletariado, novas perspectivas se descortinam em relação a esse aspecto de construção do pensamento sobre a cidadania... A organização de sindicatos, as greves, aqui no Brasil, a aprovação das leis trabalhistas, e a fomentação de novos planos de governo, dão uma nova dimensão ao papel do Estado e do Governo em si, em relação ao cidadão e seu papel...
Esse processo, em que o povo começa a "reivindicar" seus direitos, dá-se início a organizações e manifestações públicas que vão culminar com o enfraquecimento da Ditadura e nas Diretas Já, quando Tancredo Neves é eleito pelo povo. O processo de democratização ganha forma e o papel do cidadão, hoje, deve ser bem mais proativo e participativo possível, numa tomada de consciência. Nenhum cidadão deve se eximir de suas responsabilidades políticas, seja como eleitor, como indivíduo responsável por seus direitos e deveres. As organizações sindicais, as associações, as ongs, os conselhos fiscais e populares devem acontecer e acompanhar a gestão pública bem de perto, criticando, sugerindo, apresentando projetos, etc...


Continua... (para ler o texto na íntegra, clique no link a seguir ou, caso não funcione, copie e cole)
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3547523

sábado, 14 de janeiro de 2012

SER NEGRO ESTÁ NA MODA!

O Rei do Futebol é negro

 

O político mais poderoso do mundo é negro...
 

E o líder da oposição (Partido Republicano) também é negro.

 
A mulher mais rica e influente na mídia é negra.


 
O melhor jogador de golfe de todos os tempos é negro.
 

As melhores jogadoras de tênis do mundo também são negras.

 

O ator mais popular do mundo é negro.

 

O piloto de corrida mais veloz do mundo é negro.

 
O mais inteligente astrofísico na face da terra é negro.

 

O cirurgião cerebral de maior êxito no mundo é negro.

 

O homem mais rápido é negro.

 

E os homens mais gatunos e mentirosos do mundo também são negros. (AFIRMATIVA,. A MEU VER, PRECONCEITUOSA)


É óbvio que o Michael Jackson morreu de DESGOSTO!

       



Por : Irene Cristina dos Santos Costa



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Meu Plano de Ação


Curso de Formação em Gestão de
Políticas Públicas em Gênero e Raça
___________________________________________________________________

Tema: Discutindo nosso Passado


Identificação do Cursista


Nome: Júlio Cezar de Oliveira
Órgão em que trabalha: Prefeitura Municipal de Mimoso do Sul
Cargo: Professor
Município: Mimoso do Sul


Objetivo da Ação

−    Desenvolver projetos que possam possibilitar o entendimento acerca do contexto histórico, no qual se operou a formação da mulher negra trabalhadora no Brasil. De forma, que esta organize mentalmente, o processo através do qual se formou a essa classe no Brasil.



Justificativa:


−       Em decorrência do contexto histórico no qual se desenvolveu a formação da classe negra feminina no Brasil, esta encontra-se em situação de inferioridade social, quando comparada a classe branca feminina, por exemplo. O que decorre, em suma, da exclusão da mulher negra de certas ocupações/posições sociais, desde o período pós-abolicionista, o que levou esta mulher a ocupação de lugares previamente determinados, como os de prestação de serviços domésticos.
Descrição da Ação:

Através da criação de um mini-curso, um tipo de seminário com o tema: “ O processo histórico de formação da mulher negra no Brasil”, serão apresentados os temas a serem discutidos. Temas estes que após serem apresentados seriam discutidos em mesas temáticas. Cada grupo de discussão ao fim dos debates desenvolveria uma síntese do que fora compreendido com os temas propostos, e indicariam medidas/ações sociais que poderiam vir a serem utilizadas para a criação de ações governamentais.




Cronograma:

Seminário a ser realizado em 4 dias. Encontros com 2 horas de duração.

1º Dia: Tema: A mulher negra no Brasil Colônia.
2º Dia: Tema: A abolição da escravatura no Brasil e a situação da mulher negra no Brasil.
3º Dia: Os movimentos sociais de oposição a situação opressiva da mulher no Brasil.
4º Dia: A mulher negra no Brasil nos dias atuais: sua situação e posição social.



População Beneficiada

−    Mulheres Negras Jovens
−    Professores de ambos as séries;
−    Representantes Políticos.

Estatuto da Igualdade Racial


               A aprovação do Estatuto da Igualdade Racial a meu ver é um imenso avanço. Esse módulo tem discutido muito as questões raciais no Brasil, e ficou muito claro para mim, que esse processo, de re-construção da cidadania negra, tem sido muito longo e doloroso, assim como tem ocorrido a passos lentos. Dessa forma, a aprovação do Estatuto mostra, firmemente, o interesse governamental de participar dessa re-construção. No entanto, o governo deve, ao criar, leis analisar todos os meandros do processo e agir de forma igualitária, de modo a ser justo com todos. O racismo que ainda persiste vivo em nosso país, de forma velada, é um fato, e no meu entendimento, somente será desraigado de nossa cultura, através da Educação. Por isso, as medidas presentes no Estatuto da Igualdade Racial, como por exemplo, a obrigatoriedade do Ensino da História e Cultura da África e dos afrobrasileiros nas escolas, já são medidas cujos objetivos são destituir as concepções racistas de nosso país.
            Alguns dizem que essas medidas não são suficientes. A meu ver, muitos que defendem a bandeira do movimento negro, buscam, no entanto, uma certa forma de compensação, em decorrência do histórico de discriminação vivido pelo negro neste país. Penso que compensar não é o caminho, do que adianta fornecer cotas para negros ou indígenas, em instituições de ensino, se estes, muitas vezes ao entrar nessas escolas, não poderão alcançar o máximo do seu desempenho, em decorrência de um ensino público desqualificado, o que acaba por depreciar o ensino.
            O que é preciso, a meu ver, é melhorar a qualidade da Educação, de forma que estes, afro-descendentes, indígenas ou qualquer outra classe desmerecida pelo passado, possam galgar títulos por merecimento intelectual e não por favorecimento governamental. Atitudes assim não contribuem para o fim do racismo, ou a igualdade de direitos, pelo contrário, a longo prazo, seus resultados terão sido contrários aos inicialmente esperados. 

Por Júlio Cezar de Oliveira

domingo, 11 de dezembro de 2011

ENTREVISTA

Entrevistada: Rosa Maria Barros de Oliveira
Formação: Supervisão/Magistério
                   Pós Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional
Profissão: Pedagoga –Escola CEIM Euclides Mello dos Santos(Educação Infantil)  e Escola CUEF “Dr. José Nicodemus Cysne” ( Séries Iniciais e Finais do Ensino Fundamental)

Entrevistadora: Valéria Pereira Nascimento Fraga

  Pergunta: 
* Como as escolas em que ela trabalha tem enfrentado a questao do racismo tão presente em nossa sociedade?


Resposta sintetizada em forma de texto:

* "De acordo com a Lei 10.639/2003, torna-se obrigatório o estudo da História e Cultura afro- brasileira e indígena.  Eu, enquanto pedagoga tem orientado as duas escolas  trabalhar em forma de Projetos interdisciplinar com conteúdos programáticos voltados para a história e cultura da África e dos Africanos, a contribuição dos negros na Arte e na Literatura como: música, dança, pintura, histórias infantis com personagens negros ,história do Zumbi dos Palmares, a história muito utilizada na educação Infantil e séries iniciais ( Menina Bonita do Laço de Fita),etc. e também os negros que se destacaram em suas profissões, a importância de se trabalhar os valores éticos e morais, respeitando e valorizando  a cultura e os povos afrodescendentes,de forma que esses valores sejam aprendidos  e praticados  em sua vida, iniciando este trabalho desde a educação infantil e estendendo para as outras séries de ensino.   
Ressaltando que apesar dos avanços  através de grupos de  movimento ,lutando  contra o racismo  ao longo dos anos, ainda existe  o preconceito e o racismo em relação à cor da pele ,surgi  as Políticas Pública de Inclusão,o sistema de “quota “, com intenção de acabar com a descriminação e o racismo e oportunizar  uma vida digna e igualdade social,  um assunto muito polêmico de se abordar havendo sempre os “prós” e os “contras”, apesar de ser polêmico   sabemos que, só  a educação pode em qualquer sociedade, se constituir um poderoso meio de inclusão de promoção de igualdade." É muito importante sabermos como anda a situaçao de nossas escolas, e ao entrevistar a pedagoga Rosa Barros fiquei feliz em ver que ações contra o racismo e o preconceito racial tem sido feita, e o melhor não é só em datas comemorativas, percebe-se também que a Lei 10639/2003 tem sido cumprida, mas o mais importante é a conscientização de seu conteúdo.Ainda estamos no início, mas através de ações como estas chegaremos a uma sociedade sem precaonceito. 


 Fotos de Eventos realizados na EM CUEF “Dr. José Nicodemus Cysne”:














Por: Valéria Nascimento.

POLÍTICAS PÚBLICAS E RAÇA

                                
               Título:  Igualdade racial desde a Pré-escola

Nome: POLIANA DA SILVA BOTELHO
Órgão em que trabalha: EEEFM “SENADOR DIRCEU CARDOSO”
Município: MUQUI
Observação (caso seja necessário): BACHAREL EM CIENCIAS CONTÁBEIS
Nome do Polo ao qual se vincula: MIMOSO DO SUL

Objetivo Geral da ação:
Reconhecer a influencia do índio, do branco e do negro na formação do povo brasileiro, identificando misturas desses povos;
Quebrar paradigmas sobre a diversidade das raças, mostrando para as crianças que somos todos iguais, apesar das diferenças.
Mostrar que através da educação e que se tem um futuro sem desigualdade racial e social.


Justificativa:
O Direito a Educação Infantil é garantido pela Lei 9394/96 das Diretrizes da Educação Básica, que prevê escola para crianças a partir de 4 anos de idade. Fase das descobertas e do convívio com outras crianças, onde muitos são discriminados por sua formação étnicos, muitas vezes influenciados pelo convívio com próprios famíliares. É exatamente nesse momento da vida que é necessário a intervenção para poder erradicar de vez o racismo.
 O Brasil é conhecido por ter diversas culturas, que se deu pela mistura de diversas raças e em consequência disso é campeão em desigualdade e discriminação. No que diz respeito à igualdade, todos somos igual e ela é o principio da democracia, mas no cotidiano vemos situação de desigualdade e exclusão. Por isso a necessidade de implantação de políticas publica que tem como objetivo gênero e raça.
Segundo sociólogos Carlos Hasenbalg e Nelson do Valle Silva (HASENBALG e SILVA, 2005 p. 38-40) as desigualdades Raciais no Brasil esta associada aos mecanismos discriminatórios pelo qual passa a população preta ou parda no decorrer da sua trajetória. E o acesso a educação infantil e a escolarização básica se destacam como ativo importante no processo de realização socioeconômica, pois além de estar na escola sendo alfabetizado, como por exemplo, adquirimos valores que iremos carregar pela vida inteira, como convivência com outro.
Há uma expectativa de como homens e mulheres devam se comportar, esses jeitos são ensinados desde a infância e reforçados por toda a vida, e por que não desenvolver em nossas crianças a cidadania, pois é a partir delas que poderemos construir igualdade entre as raças.


Descrição da ação:
Palestras para crianças da pré escola, em forma de teatro, onde o tema abordado será igualdade social, mostrando a crianças que temos o dever de respeitar o outro independente da cor, da posição social e do gênero.

Cronograma
Para planejamento: Visitas a Centro de Educação Infantil, conhecer o público alvo como: número de alunos e sua respectiva cor. Trabalho em uma secretaria e vemos que muitos pais tem vergonha de assumir a cor do filho. Após essa visita elaborar o roteiro do Plano.
Para Execução: Esse trabalho teria duração de 1 mês, onde , trabalharíamos com as crianças toda a sexta-feira desse mês. O 1º Encontro faríamos um teatro baseado na história do Grupo Diante do Trono para crianças.


População beneficiada
Apesar de trabalharmos com as crianças, a população em geral será beneficiada uma vez que através dela que podemos conscientizar a geração de adultos futuros.


Referências:
Gestão de Políticas Pública em Genero e Raça/GPP-GeR Modulo 3 - Políticas Publicas e Raça
Lei de Diretrizes Basica (Lei 9394/96)

Postado por: Poliana da Silva Botelho

Um projeto de combate ao racismo

Escola do interior do Espírito Santo transforma discussões preconceituosas em diálogos de respeito às diferenças


Assim era um dia comum no CMEB Mário Leal Silva, em Guaraná, distrito de 7 mil habitantes do município de Aracruz, a 66 quilômetros de Vitória. Uma funcionária vê o trabalho de outra e dispara: "Mas isso parece serviço de preto!" Ao chegar à escola, uma aluna da Educação Infantil ouve o comentário de uma monitora: "Ela é escurinha, mas é tão engraçadinha!" Já em sala de aula, dois alunos discutem e um deles não hesita: "Professora! Manda esse ‘macaco’ parar senão eu vou bater nele!" Embora atenda cerca de 700 alunos que vivem em uma comunidade onde aproximadamente 50% da população é afrodescendente, a falta de respeito com as crianças negras e pardas era flagrante na CMEB Mário Leal Silva. E isso se refletia na aprendizagem, pois eram essas mesmas crianças as que mais apareciam nos índices de reprovação (7,39%) e de distorção idade-série (20%).

Ao assumir a direção em 2008 e se deparar com essa realidade de preconceito, a diretora, Mônica Andréa Porto Louvem, decidiu enfrentar o problema. Até então, o tema "identidade racial" aparecia apenas como parte do conteúdo das aulas de História afrobrasileira para atender às determinações da Lei 10.639/2003. "A cultura negra, por exemplo, só era trabalhada no 13 de Maio", relata Mônica, referindo-se à data comemorativa da libertação dos escravos. Para combater o racismo, ela criou um projeto que envolveu toda a comunidade (leia a íntegra do trabalho).

Segundo Demétrio Magnoli, sociólogo e doutor em Geografia Humana, o fim de atitudes preconceituosas só é possível quando se desfaz a ideia de ‘raça’: "As raças foram nomeadas com base em conhecimentos falsos para atribuir poderes a alguns grupos. Aceitar nossa mistura e entender a diversidade com base na miscigenação e não pela segregação é algo crucial para a desconstrução do pensamento racista. E a escola é um pilar fundamental para promover essa mudança na sociedade. O ideal, quando esse tema é debatido, é falar em ancestralidade".

Postado por: Mônica Pontes da Costa Oliveira

Brasil e ES em Durban




No nosso Estado, segundo Wilson Prudente, procurador-geral do Trabalho no Espírito Santo  (ligado à Procuradoria Geral da República) e um dos participantes da delegação brasileira  em Durban, repete-se o modelo em vigor em todo o país: uma forma indireta e disfarçada de racismo predomina.

“Ninguém no Brasil, e no nosso Estado, diz diretamente ‘você não vai ser admitido porque é negro, ou gordo, ou homossexual’ ”, diz Wilson. “Mas são esses, nessa ordem, os elementos de preterimento das pessoas quando disputam um emprego. A forma usada pode ser ‘você não tem o perfil da empresa’, por exemplo. Mas a discriminação existe”. Para o procurador, a discriminação não é ou racial ou social: “São as duas coisas juntas. E aliadas hoje em dia a um outro elemento, ainda mais grave: a sociopatia do modelo ideal”.

Wilson explica: “Na alta modernidade, a sociedade elege o modelo humano ideal, cuja base é física – magro, saudável, de pele clara e por aí vai...” A rejeição ou aprovação da pessoa depende da distância ou aproximação dela com o modelo ideal: “Adolescentes têm de ser longilíneas, de olhos claros, saradas, e não há contestação a esse modelo”. Essa atitude é o que Wilson chama de sociopatia, ou síndrome do modelo, e que gera o fetichismo utilizado à exaustão pela propaganda. E instala uma gradação de aceitação das pessoas, uma escala de distância do modelo na qual é maior a rejeição quanto maior a diferença entre a pessoa e a representação de pessoa que o mercado requer. O pior é que gera também a auto-rejeição, com cada pessoa se reprimindo e se punindo pela sua origem, cor ou religião diferente do que é generalizadamente aceito.

Aí é que entra a importância da reunião de Durban: “O que se quer é a diversidade, a multiplicidade”, diz Wilson. “Fugir a esta concepção antiga, que é talvez a pior forma de autoritarismo, para adotar uma grande diversidade de modelos”. Na prática, isso significa o mercado – empresas, mídia – começar a usar a imagem de gente de todas as raças, iniciar-se um processo de informação que permita a todos conhecer cada uma dessas culturas rejeitadas, estimulando assim a compreensão”.

Para Wilson, isso inclui um sem-número de maneiras de alcançar a integração do que é diferente, entre elas a presença física dos modelos rejeitados: “Hoje, você vê que já há repórteres e apresentadoras negras na televisão, mas é preciso mais, porque isso estimula as empresas a também adotar novos critérios de admissão, porque hoje só as funções de menor prestígio estão disponíveis para os discriminados, como servir o cafezinho, fazer a segurança, ou ser o motorista”.

Para atingir essa meta, Wilson acha de fundamental importância o projeto do governo brasileiro, apresentado pela nossa delegação em Durban: “É preciso adotar ações concretas, e foi isso que se fez, nesse projeto, que separa percentuais de vagas nas universidades públicas para os negros e descendentes. É uma das formas de dar aos de origem negra a oportunidade de crescimento profissional que cada vez fica mais difícil para ele, por causa dos níveis cada vez mais baixos de qualidade do ensino público, o único ensino que essas populações podem ter”.

Para o procurador, essa, no entanto, não deve ser a única providência. “Outras medidas devem ser tomadas, como exigir programas de diversidade das empresas. E se há dificuldade na execução dessas medidas, até porque a maioria da população negra é cadastrada como parda, isso não pode levar ao imobilismo. A maior crítica ao Brasil, lá fora, é que não tem praticado em casa aquilo que preconiza para o resto do mundo”.

A delegação brasileira em Durban, segundo Wilson, foi a mais numerosa, mais ágil e mais bem preparada: chegou com dados, números, estudos e soluções. “Nós votamos de modo a modificar essa impressão internacional sobre nós. E considero a reunião vitoriosa, porque aprovamos uma Declaração de Direitos que consagra uma política de diversidade. É importante, porque uma vez aprovada em conferência internacional, pode-se exigir juridicamente o seu cumprimento. Sem essa diversidade, haverá sempre um abismo social que não interessa à democracia do século XXI”.
Fonte: http://www.seculodiario.com.br
Postado por: Mônica Pontes da Costa Oliveira

AS CONTRADIÇÕES DO SÉCULO XX QUE REFORÇAM AS DESIGUALDADES , A DISCRIMINAÇÃO E O RACISMO

Século XXI: um poço de contradições


Estamos num estado global de cegueira diante dos fatos. O pior de tudo é que nos tornamos cegos por opção
"No século XXI a emoção humana passou a ser movida pelas mãos do consumo e sua rede diabólica. Nos emocionamos muito mais com uma bela propaganda de fast food ou de um grande banco do que com as mãos fraquejadas dos trabalhadores explorados que constroem ao preço de dor sua tão lastimável história. Sim, de trabalhadores, homens e mulheres, que carregam em seus ombros a angústia de não saberem se terão algo para responder aos seus filhos quando eles disserem: "Estamos com fome!"Todos nós estamos em dívida com os famintos e miseráveis desta terra! Somos nós os responsáveis, pois os que se calam e consentem com o mal são piores que seus próprios autores."

O que cabe na poesia???

Não há poesia na lida ao sol de meio dia
No  corpo cansado da fadiga que arrelia
A barriga vazia  não sente fome de versos
A dor da injustiça  afigura um universo
Que  não cabe na poesia, não rima com ilusão...
É um estado perverso de quem não tem pão
De quem  precisa de  leite, arroz ou feijão
De quem sente na carne, nos ossos, na alma
A crueldade  marginalia da tal expropriação
De direitos, de oportunidades,  de vez,  de visão...
Qual verso rima com miséria? Pobreza dói no poema
E a panela pura não rima   com alguma coisa que preste
O filho da prostituta, a cria da contra mão,
O aborto da inocência, o fruto da violência
Quem se lembra em sua poética? Ou com seu verso o veste?
Há quem lembre do exilado, do mendigo, do sem teto?
Daquele que não tem nada nem um pedacinho de chão?
Quem dá a mão ao pivete? Quem acolhe o moribundo?
É mais fácil cantar o amor... fácil idealizar o mundo
A enxergar a  miséria,  puta velha do submundo
Não interessa ao poeta, não cabe na poesia
A escória da  sociedade, nem o sol do meio dia...

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 09/12/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 09/12/2011
Código do texto: T3379309 
 http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3379309
 

Pivete...

Eu passo fome
Durmo na rua
Peço esmolas
Para comer
Reviro o lixo
Caço igual bicho
Para viver...

Eu cheiro cola
Pra esquecer
Meu corpo sujo
Meus pés descalços
Minha fraqueza
E solidão ...

Eu bato carteira
Roubo bolsas
Anel, cordão...
Não tenho casa
Não tenho escola
Não tenho família
Nem proteção...

Eu sou do mundo
Sou fruto podre
Da indiferença
Cria bastarda
Do desrespeito
Sou escremento
Da sociedade
E resultado
Do desamor...

Meu sonho bom
Quem sabe um dia?
Ser grande e forte
E mandar no morro.
Da boca de fumo,
Ser o senhor...

Não sei se eu
Ainda vejo isso
Ou quem sabe
Eu morro antes
Na troca de tiros
Entre os "home"
E os traficantes...

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 28/11/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 28/11/2011
Reeditado em 28/11/2011
Código do texto: T3360506 
 

Quinta-feira, Setembro 16, 2010






Educação e Mídia são as principais responsáveis pela discriminação
“A educação no Brasil, vem se utilizando de uma prática que forma indivíduos com um nível de cultura preconceituoso, alicerçado a uma visão de mundo que determina que tudo que é diferente, é errado ou inferior, mas nunca de forma igual”. A explicação é da Professora Ceres Santos, da UNEB, quando então convidada como uma das palestrantes para o Curso Jornalismo Cidadania e Diversidade, oferecido pelo Instituto de Mídia Étnica, em parceria com a Faculdade Social da Bahia. Em ocasião do mesmo Curso, outra convidada, a Socióloga Vilma Reis, afirmou, de forma emocionada que “o racismo desumaniza”. Essa afirmação se deu após a socióloga ter exposto, para os presentes, dados oriundos de um relatório, no qual uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, em 2008, revelou que médicos utilizavam menos anestesia em mulheres negras porque tinham aprendido que elas suportavam mais a dor. Essa informação chocou a todos os presentes. Deve chocar também àqueles que não acreditam que existe racismo no Brasil.O Curso mencionado foi dirigido aos alunos do Curso de Jornalismo da Faculdade Social da Bahia (FSBA) tendo como coordenadora a professora da disciplina Redação I, Lílian Reichert Coelho, e que visava capacitar os futuros profissionais da área de Jornalismo para uma mudança de postura, na forma de abordagem a assuntos relacionados a temas como raça e etnia. O objetivo do Diretor Executivo do Instituto de Mídia Étnica, Paulo Rogério Nunes, é que fosse um debate constante em todos os Cursos de Comunicação para que, no futuro, tenhamos profissionais mais comprometidos com o fim das desigualdades sociais. E, por que não dizermos, cidadãos também? Existe outra medida ligada à Educação para reverter o quadro de racismo no Brasil. Um dos primeiros atos do Governo Lula, em 09 de Janeiro de 2003, foi o de assinar a Lei 10.639/03, que institui a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileiras, dando início a uma conquista do movimento negro em busca de uma educação igualitária, baseada no respeito mútuo e nas diferenças culturais de nosso País. Para que essa Lei atinja o propósito de acrescentar uma nova cultura e o respeito pela raça negra, é necessário preparar os professores com informações suficientes sobre o tema, pois sabemos que os mesmos foram formados sem essa base histórica. Será necessário também editar novos livros didáticos e reformular as grades de graduação e licenciaturas. A implementação de cursos ou disciplinas nas Faculdades com bases fundamentadas voltadas ao estudo e respeito a estas diversidades étnicas, como é o caso do Curso Jornalismo Cidadania e Diversidade, seria de suma importância na formação de futuros profissionais, principalmente àqueles ligados às Comunicações porque, muitas vezes, são vozes carregadas de preconceito e discriminação. Alicerçada a estas propostas, a Educação não será mais uma disseminadora do preconceito racial, mas sim uma base sólida, fundamentada na conquista para uma igualdade étnico-racial, num País que não deveria ser citado como “verde e amarelo”, mas sim como rico em diversidade étnico-racial e cultural.

RACISMO AINDA PERSISTE


Racismo, no Dicionário Aurélio, significa: “Uma doutrina que sustenta a superioridade de certas raças. Preconceito ou discriminação em relação a indivíduo considerado de outra raça”. Portanto, partindo deste conceito, podemos constatar que o racismo é a representação de uma desigualdade étnico-racial que atinge o Brasil de forma vergonhosa e assustadora desde o período colonial. A raça negra foi cruelmente massacrada, humilhada e escravizada com base no racismo. Os livros de história contam detalhadamente os episódios de sofrimento e servidão deste povo, mas não expõem a história da África e do povo negro antes da escravidão. Existe uma grande lacuna a este respeito. Os livros didáticos, na sua grande maioria, dão maior ênfase aos episódios de humilhação e dor ocorridos com os negros no Brasil, mas não relatam as conquistas e como era a vida deste povo, quando em liberdade na África. Vale lembrar que, deste continente, surgiram grandes civilizações. A história desta raça, suas origens, cultura e antepassados, merecem respeito e atenção.A criança negra, na escola, só tem acesso à história de seus antepassados como um povo escravo, humilhado e inferior. Então, é compreensível que queira esconder ou anular suas origens e sua cor. Os colegas de classe dessa criança, pertencentes a outras raças, aprenderão o mesmo conteúdo racista, desencadeando todo um processo de preconceito étnico e racial. Em algumas situações específicas, quando ocorre maior atenção e cuidado familiar, baseados no respeito e igualdade racial, o racismo não vai vigorar, pois a formação familiar, se adequada, contribui de forma valorosa no caráter e moral do ser, sendo uma aliada contra esta má cultura imposta pela educação.As escolas ensinam que os negros foram escravos e que, no dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel do Brasil e o conselheiro Rodrigo Augusto da Silva assinaram a Lei Áurea extinguindo assim, a escravidão no Brasil. Mas, a abolição não ocorreu efetivamente, pois, ainda hoje, o negro é visto como subalterno e de raça inferior. E, a principal semeadora desta cultura preconceituosa, é a educação.



 Associação Internacional Poetas Del Mundo
                  Diretoria de Políticas Sociais
anamerij
Por: Irene Cristina dos Santos Costa