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terça-feira, 27 de março de 2012

Dialogando com os estudos sobre gênero e raça no Brasil


Dialogando com os estudos sobre raça e gênero Construídos a partir do material de apoio, o corpo negro esteve associado a aberrações e, consequentemente, a sexualidade negra sempre relacionada a algo animalesco, descontrolado e violento. No Brasil, o corpo da mulata também foi sexualizado a partir do olhar do outro. De modo contrário, a mulher negra que emerge nos últimos anos, exibe orgulhoso um corpo politizado, valorizado pelo discurso cujo principal objetivo é resgatar a auto-estima negra. A emergência desse discurso deriva, inevitavelmente de uma investida anti-racista e anti-sexista no sentido de reinventar, reconstruir o corpo negro, ou, como sugere Collins resulta de um esforço e de uma busca por uma auto-definição, primeiro passo para a construção de um ponto de vista crítico. Isso quer dizer que as mulheres que se auto-definem como negras recusam serem construídas pelo olhar do outro É preciso desconstruir para resconstruir uma nova imagem, ou melhor, é preciso assumir o controle da própria imagem; nos ensina Collins. Por esse motivo, tornou-se tão importante o discurso sobre beleza negra que visa, sobretudo, afirmar os estereótipos antes negados. A construção deste discurso inspirado em padrões estéticos africanos da forma como reconhecemos hoje, ganha força na Bahia, no final dos anos 70 a partir do surgimento do bloco afro Ylê Ayê. A proposta deste trabalho é realizar a articulação das categorias de gênero e raça a partir da construção de um discurso êmico sobre beleza negra que subverte a lógica de um discurso racista que insiste em desqualificar o corpo negro.

  
Pesquisa feita no http://www.fazendogenero.ufsc.br/ por Maria Aparecida R. Marques

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